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sábado, 20 de setembro de 2008

O Aparente do Aparente


O Aparente do Aparente é o ponto de contato com o próprio Oculto do Oculto. Tal como o horizonte que conecta terra e céu, o Aparente do Aparente é o limite da visão a olho nu. Lá na interseção em que o óbvio parece tocar o sublime, o chão e as alturas literalmente não se tocam. Se você chegar ao lugar "real" onde seus olhos achavam que a terra beijava os céus, continuará justamente no distanciamento, na compreensão das fundamentais ignorâncias que cercam o saber, que o cientista pode medir a curvatura da terra através do horizonte, ou que o cabalista pode encotrar contato entre as coisas que nunca se encontram.

O Segredo Judaico de Resolução de Problemas, por Nilton Bonder

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Recontextualização


"A impossibilidade é uma condição momentânea, e quem sabe disso não desiste."

Conta-se de um incidente durante a Idade Média em que uma criança de um lugarejo foi encontrada morta. Imediatamente acusaram um judeu de ter sido o assassino, e alegou-se que a vítima fora usada para realização de rituais macabros. O homem foi preso e ficou desesperado. Sabia que era um bode expiatório e que não teria a menor chance e seu julgamento. Pediu então que trouxessem um rabino com quem pudesse conversar. E assim foi feito.

Ao rabino lamuriou-se, inconsolável pela pena de morte que o aguardava; tinha certeza que fariam tudo para executá-lo. O rabino o acalmou e disse: "Em nenhum momento acredite que não há solução. Quem tentará você a agir assim é o próprio Sinistro, que quer que você se entregue à idéia de que não há saída". "Mas o que devo fazer?", perguntou o homem angustiado. "Não desista, e lhe será mostrado um caminho inimaginável".

Chegado o dia do julgamento, o juiz mancomunado com a conspiração para condenar o pobre homem, quis ainda assim fingir que lhe permitiria um julgamento justo e uma oportunidade para que demonstrasse sua inocência. Chamou e disse: "Já que vocês são pessoas de fé, vou deixar que o Senhor cuide desta questão: vou escrever num pedaço de papel a palavra "inocente" e em outro "culpado". Você escolherá um dos dois e o Senhor decidirá seu destino.

O acusado começou a suar frio, sabendo que aquilo não passava de uma encenação e que iriam condená-lo de qualquer maneira. E tal qual previra, o juiz preparou dois pedaços de papel que continham ambos a inscrição "culpado". Normalmente se diria que as chances de nosso acusado acabavam de cair de 50% para rigorosamente 0%. Não havia nenhuma chance estatística de que ele viesse a retirar o papel contendo a inscrição "inocente", pois o mesmo não existia.

Lembrando-se das palavras do rabino, o acusado meditou por alguns instantes e, com o brilho nos olhos, avançou sobre os papéis, escolheu um deles e imediatamente o engoliu. Todos os presentes protestaram: "O que você fez? Como vamos saber agora qual o destino que lhe cabia?". Mais qye prontamente, respondeu: "É simples. Basta olhar o que diz o outro papel, e saberemos que escolhi seu contrário".

Descobrimos então que a chance de 0% era verdadeira apenas para os limites impostos para uma dada situação. Com um pouco (ou muita) da sagacidade da necessidade, foi possível recriar um contexto onde as chances do acusado de superar a adversidade saltaram de 0% para 100%. Ou seja, a simples recontextualização da mesma situação permitiu a reviravolta da realidade.

"O Segredo Judaico de Resolução de Problemas", por Nilton Bonder

Infância


Na infância, o aparelho sexual ainda está inativo, enquanto o cérebro já funciona plenamente; por isso, essa é a época da inocência e da felicidade, o paraíso perdido do qual sentimos falta pelo resto da vida.

Arthur Schopenhauer

Meta para a Vida


Minha meta na vida é desejar o menos possível e saber o mais possível

Schopenhauer

domingo, 7 de setembro de 2008

18ª Turma do Curso de Formação de Gerentes

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Economize! Mas não vire um “pão duro”


Economize! Mas não vire um “pão duro”

Gastar demais pode deixar você em sérios apuros financeiros. Adotar uma postura extremamente conservadora com relação ao dinheiro pode acabar lhe transformando em um “pão duro”.

Na visão de alguns psicólogos, a preocupação excessiva do pão duro com relação ao dinheiro reflete um distúrbio psicológico. Para eles o dinheiro é forma de segurança. Em geral são pessoas que acreditam que, se não adotarem este tipo de postura com relação aos seus gastos, futuramente enfrentarão enormes problemas financeiros.

Mas como explicar a transformação de uma pessoa em um pão duro?

As razões por trás deste tipo de atitude são várias. Pode ser um trauma de infância, onde nunca havia o suficiente para todos. Outra possibilidade é que se trate de que você esteja apenas agindo da forma como aprendeu com seus pais, quando criança. Não são raros os casos de pessoas que se transformam em pão duro em reação à existência de um gastador compulsivo na família.

Já ouviu falar que no amor as pessoas de gênios opostos se atraem? Na maioria dos relacionamentos em que o comportamento dos dois cônjuges com relação a dinheiro é totalmente distinto, aos poucos a tendência é que haja uma polarização. Mesmo quando dois gastadores se juntam, eventualmente eles tendem a polarizar e surge uma disputa pelo cargo de maior gastador. Às vezes o indivíduo pode acumular as duas personalidades, tendem a poupar tanto que, em um determinado momento, perdem o controle e gastam. Mesmo que a polarização seja inevitável, os psicólogos acreditam que seja possível mudar o perfil do pão duro. É preciso que queira mudar, e só acontece quando existe o risco de perda, tanto afetivo, como material.

Segue alguns exemplos de pessoas que se encaixam no perfil de pão duro:

* Os sem carteira: Você deve conhecer alguém assim. É o amigo que sempre esquece a carteira e que por isso vai de graça no cinema, ou nunca paga o “chopp” no bar, ou simplesmente não compra cigarro, apesar de fumar mais de um maço por dia. Este pão duro aposta na sua amizade e acha que por ser amigo você nunca vai dizer não. Afinal, você deixaria de pagar o ingresso e fazer ele voltar a pé para casa? Não bastasse estar sempre sem carteira, também tem a memória fraca, pois nunca se lembra daquilo que deve, e fica tudo por isso mesmo. Com tanta economia, ele até consegue poupar e comprar um celular novo, bem mais moderno que o seu.
* Os sem troco: Este pão duro, não esquece a carteira nunca, mas em compensação só anda com nota de cem reais, e nunca tem troco para pagar nada. Ao invés de oferecer para pagar por todos e ser ressarcido, prefere aceitar a generosidade dos amigos. É mais sutil, uma ou duas vezes não ter troco é aceitável. Sugere um apego excessivo com o dinheiro. Mas sugira que ele pague a conta de todos, para ver sua reação.
* Defensor dos consumidores: Alegando estar defendendo os direitos de todos os consumidores, este grupo reclama de tudo em restaurantes, bares e outros locais, que acabam pressionando o dono do estabelecimento a oferecer um desconto no preço, ou até isentá-lo do pagamento.
* Gorjeta única: Nos restaurantes o serviço não está incluído na conta. Recomenda-se deixar 10% do valor como gorjeta. Para alguns a gorjeta é fixa, não deve variar de acordo com o valor da conta ou tipo de serviço. O pão duro acha que não importa se o carregador de malas teve que levar uma ou cinco malas. A gorjeta deve ser a mesma.
* Item por item: se você sugerir separar item por item do menu, no restaurante, somente para ter certeza de que você não vai pagar nem um centavo a mais, sugere uma preocupação excessiva com dinheiro, e pode lhe render o apelido de pão duro. Ainda que conferir a conta seja um hábito saudável, especialmente quando várias pessoas estão consumindo, é preciso bom senso. Nada pode ser mais desagradável do que alguém que, depois de um jantar maravilhoso, querer separar item por item da conta, mesmo sabendo que todos gastaram praticamente a mesma quantia.
* Financiamento à vista: Muitas vezes para facilitar a vida dos amigos, alguns se oferecem para pagar a conta no cartão e receber o pagamento de cada um em dinheiro. É comum entre amigos, mas alguns se aproveitam da situação. Sabedores do fato de que a maioria das pessoas faz tudo para evitar o aborrecimento de ter que dividir a conta após o jantar, eles arredondam para cima a quantia devida por cada um, de forma que no final acabam pagando menos.
* Quando a sua vez nunca chega: Quem não conhece alguém que sempre aceita a oferta dos outros de pagar a conta, mas nunca retribui a gentileza? São pessoas que se beneficiam do fato de que a maioria não irá reclamar se esquecerem quando for a sua vez de pagar. Não se iluda, mesmo que você seja direto e lembre-o de que essa é sua vez de pagar, ele provavelmente irá vir com uma desculpa, prometendo, com todas as forças de que na próxima ele pagará a conta.

Se você conhece alguém que não se encaixa em nenhum desses perfis, mas por motivos que não parecem clínicos, sempre vai ao toalete antes da conta chegar, desconfie. Pode ser um caso raro de incontinência financeira, seu amigo simplesmente não consegue se controlar e puxar a carteira na hora H.
por João
Baptista Alves do Santos


quarta-feira, 3 de setembro de 2008

As tarefas do sábio


A tarefa do sábio não é ensinar, mas aprender.

A tarefa do sábio não é dominar, mas se render.

A tarefa do sábio é não fazer uso do seu conhecimento mas livrar-se dele.

A tarefa do sábio é enredar-se em perguntas, desvencilhar-se de respostas.

O Sagrado

O poder dos pensamentos


"Presta atenção nos teus pensamentos, pois eles se tornarão palavras"

"Presta atenção em tuas palavras, pois elas se tornarão atos"

"Presta atenção em tuas palavras, pois eleas se tornarão hábitos"

"Presta atenção em teus hábitos, pois eles se tornarão o teu caráter"

"Presta atenção em teu caráter, pois ele determinará o teu destino"

Talmude

Ética dos Ancestrais (4:1)


Quem é sábio?
Aquele que aprende de todos

Quem é poderoso?

Aquele que contém o seu ímpeto.

Quem é rico?

Aquele que se satisfaz com o que tem.

Quem é respeitado?

Aquele que respeita os outros.