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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Ponto Phinal

Esse é o GOG

Feliz Natal e Próspero 2010 : Família Miguez

Prezados Amigos e Amigas,

Ao fechar o balanço deste fantástico ano, mais uma vez, o resultado líquido apurado é uma grande obrigação de agradecer:

Agradecer a Deus, pela graça de mais um ano de vida;

Agradecer aos meus pais, esposa, filhos e familiares, pelo apoio e amor constantes;

Agradecer aos colegas, pela paciência e carinho que tiveram comigo durante todo esse ano.

Quero desejar, do fundo do meu coração, que tenham um Natal surpreendentemente e que 2010 seja um ano inesquecível, repleto de vitórias, amor, saúde e realizações.

Compartilho com vocês um texto que me marcou no ano de 2009... E que venha 2010 !


EU CREIO
(Mahatma Gandhi)

Creio em mim mesmo.
Creio nos que trabalham comigo,
Creio nos meus amigos e na minha família.
Creio que Deus me emprestará tudo que necessito para triunfar, contanto que eu me esforce para alcançar com meios lícitos e honestos.
Creio nas orações e nunca fecharei meus olhos para dormir, sem pedir antes a devida orientação a fim de ser paciente com os outros e tolerante com os que não acreditam no que eu acredito.
Creio que o triunfo é resultado de esforço inteligente, que não depende da sorte, da magia, de amigos, companheiros duvidosos ou de meu chefe.
Creio que tirarei da vida exatamente o que nela colocar.
Serei cauteloso quando tratar os outros, como quero que eles sejam comigo.
Não caluniarei aqueles que não gosto.
Não diminuirei meu trabalho por ver que os outros o fazem.
Prestarei o melhor serviço de que sou capaz, porque jurei a mim mesmo triunfar na vida, e sei que o triunfo é sempre resultado do esforço consciente e eficaz do servir.
Finalmente, perdoarei os que me ofendem, porque compreendo que às vezes ofendo os outros e necessito de perdão.

Atenciosamente.

Fernando Miguez Dias da Silva

Visite meu blog em http://blogmiguez.blogspot.com/ inscreva-se para que possamos compartilhar idéias e impressões.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Carpe Diem

Aí um dia você toma um avião para Paris, a lazer ou a trabalho, em um vôo da Air France, em que a comida e a bebida têm a obrigação de oferecer a melhor experiência gastronômica de bordo do mundo, e o avião mergulha para a morte no meio do Oceano Atlântico. Sem que você perceba, ou possa fazer qualquer coisa a respeito, sua vida acabou. Numa bola de fogo ou nos 4 000 metros de água congelante abaixo de você naquele mar sem fim. Você que tinha acabado de conseguir dormir na poltrona ou de colocar os fones de ouvido para assistir ao primeiro filme da noite ou de saborear uma segunda taça de vinho tinto com o cobertorzinho do avião sobre os joelhos. Talvez você tenha tido tempo de ter a consciência do fim, de que tudo terminava ali. Talvez você nem tenha tido a chance de se dar conta disso. Fim. 

Tudo que ia pela sua cabeça desaparece do mundo sem deixar vestígios. Como se jamais tivesse existido. Seus planos de trocar de emprego ou de expandir os negócios. Seu amor imenso pelos filhos e sua tremenda incapacidade de expressar esse amor. Seu medo da velhice, suas preocupações em relação à aposentadoria. Sua insegurança em relação ao seu real talento, às chances de sobrevivência de suas competências nesse mundo que troca de regras a cada seis meses. Seu receio de que sua mulher, de cuja afeição você depende mais do que imagina, um dia lhe deixe. Ou pior: que permaneça com você infeliz, tendo deixado de amá-lo. Seus sonhos de trocar de casa, sua torcida para que seu time faça uma boa temporada, o tesão que você sente pela ascensorista com ar triste. Suas noites de insônia, essa sinusite que você está desenvolvendo, suas saudades do cigarro. Os planos de voltar à academia, a grande contabilidade (nem sempre com saldo positivo) dos amores e dos ódios que você angariou e destilou pela vida, as dezenas de pequenos problemas cotidianos que você tinha anotado na agenda para resolver assim que tivesse tempo. Bastou um segundo para que tudo isso fosse desligado. Para que todo esse universo pessoal que tantas vezes lhe pesou toneladas tenha se apagado. Como uma lâmpada que acaba e não volta a acender mais. Fim.

Então, aproveite bem o seu dia. Extraia dele todos os bons sentimentos possíveis. Não deixe nada para depois. Diga o que tem para dizer. Demonstre. Seja você mesmo. Não guarde lixo dentro de casa. Não cultive amarguras e sofrimentos. Prefira o sorriso. Dê risada de tudo, de si mesmo. Não adie alegrias nem contentamentos nem sabores bons. Seja feliz. Hoje.

Amanhã é uma ilusão.

Ontem é uma lembrança.

No fundo, só existe o hoje.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Adriana Calcanhotto -- Fico Assim Sem Você - Clipe Oficial

Na minha pele



Eu sinto mais do que eu devia sentir
Eu penso mais do que eu devia pensar

Mas não posso dizer ...
Que eu não sou feliz ...
Eu não posso dizer ...
Que eu não queria estar aqui.

Pois aqui ...
Aqui você está.
E onde você estiver ... é o meu lugar !

Eu quero mais do que devia querer
Eu sofro mais do que devia sofrer

Mas não posso dizer ...
Que eu não sou feliz ...
Eu não posso dizer ...
Que eu não queria estar aqui.

Pois aqui ...
Aqui você está.
E onde você estiver ... é o meu lugar !

E seu pudesse fazer ...
O mundo inteiro entender ...
O quanto é difícil ser eu.

Ninguém iria falar ...
Quero estar no seu lugar ...
Aqui na minha pele.
por Libra de Fernando para Mácia Cirlene

Mas saiba que onde você estiver, também estarei lá...
Não quero outro em seu lugar, nem na sua pele.
Quero você de corpo e alma.
Então se estar comigo te deixa feliz.
Sinta-se radiante por ser simplesmente vc.

TE AMO DEMAIS !!!!!!
por Mácia Cirlene para Fernando Miguez


Libra - Na Minha Pele - Clipe Oficial


sexta-feira, 31 de julho de 2009

Desenvolvimento profissional e pessoal I e II

PARTE I - SITUAÇÃO:

VOCÊ FICA DRIBLANDO O SONO EM REUNIÕES QUE SUA PRESENÇA NÃO SERVE PRA NADA, E NÃO VÊ A HORA DO COFFEE BREAK CHEGAR PARA VOCÊ AVANÇAR NAS MIGALHAS DE BISCOITOS E CAFÉ...

-Você dorme durante as reuniões de trabalho?
-Sente um tédio imenso durante as conferências, seminários e colóquios?
Aqui tem um método eficaz para combater esse problema: "BUSINESS BINGO " !!!

Como Jogar:

Imprima o quadro que segue antes de começar a reunião, seminário, conferência, etc.
Sempre que ouvir a palavra ou expressão contida numa das casas, marque a mesma com um (X).
Quando completar uma linha, coluna ou diagonal, grite "BINGO"!

Sinergia

Mentalidade

Agregar

Mercado

E-mail

Follow up

Clientes

Benefício

Parceiros

Estratégia

Sistema

Rendimento

Pró-ativo

Business

Custos

Otimização

Foco

Cash Flow

Em nível de

Recursos

Resultados

Paradigma

Projeto

Implementação

Integrar

Impressionado? Veja o testemunho de vários jogadores satisfeitos:

a. "A reunião já tinha começado há 5 minutos quando ganhei!";
b. "A minha capacidade para escutar aumentou muito desde que comecei a jogar o Business Bingo";
c. "A atmosfera da última reunião de direção foi muito tensa porque 14 pessoas estavam à espera de preencher a 5ª casa";
d. "O diretor geral ficou surpreso ao ouvir oito pessoas gritando "BINGO", pela 3ª vez em uma hora";
e. "Agora, vou a todas as reuniões da minha organização, mesmo que não me convoquem!";
f. "Meu chefe achou que eu estava anotando os dados da reunião e ao final da mesma, me parabenizou!!!";
g. "Fiquei tão atento que não dormi em momento algum!".

PARTE II - SITUAÇÃO:

Como impressionar nas reuniões que requerem sua participação ativa, porem ninguém vai prestar muita atenção no que voce vai falar....

-Naquelas reuniões onde seu chefe diz pra você: "Diga a todos sua opinião!";
-Nas situações em que você é pego de surpresa na reunião, pedindo seus comentários e você nem sabe do que estão falando.
-"COMO FALAR MUITO SEM DIZER NADA" ?


A tabela abaixo permite a composição de mil sentenças: basta combinar, em seqüência, uma frase da primeira coluna, com uma da segunda, da terceira e da quarta (seguindo a mesma linha, ou "pulando "de uma para outra).
O resultado sempre será uma sentença correta, mas sem nenhum conteúdo
.
Experimente na próxima reunião e impressione o seu chefe!!!

Programa como falar em público: "TECHINICAL EMBROMATION" !!!

Coluna 1

Coluna 2

Coluna 3

Coluna 4

Caros colegas,

a execução deste projeto

nos obriga à análise

das nossas opções de desenvolvimento futuro.

Por outro lado,

a complexidade dos estudos efetuados

cumpre um papel essencial na formulação

das nossas metas financeiras e administrativas.

Não podemos esquecer que

a atual estrutura de organização

auxilia a preparação e a estruturação

das atitudes e das atribuições da diretoria.

Do mesmo modo,

o novo modelo estrutural aqui preconizado

contribui para a correta determinação

das novas proposições.

A prática mostra que

o desenvolvimento de formas distintas de atuação

assume importantes posições na definição

das opções básicas para o sucesso do programa.

Nunca é demais insistir que

a constante divulgação das informações

facilita a definição

do nosso sistema de formação de quadros.

A experiência mostra

a consolidação das estruturas

prejudica a percepção da importância

das condições apropriadas para os negócios.

É fundamental ressaltar que

a análise dos diversos resultados

oferece uma boa oportunidade de verificação

dos índices pretendidos.

O incentivo ao avanço tecnológico, assim como

o início do programa de formação de atitudes

acarreta um processo de reformulação

das formas de ação.

Assim mesmo

a expansão de nossa atividade

exige precisão e definição

dos conceitos de participação geral


Impressionado? Veja o testemunho de vários usuários satisfeitos:


a. "Ao terminar de falar, fui aplaudido por todos de pé!";
b. "A minha capacidade de falar em público aumentou muito desde que comecei a usar o método Techinical Embromation ";
c. "Meu chefe não prestou atenção mas disse que falei muito bem durante a reunião"
d. "O mais legal foi ouvir antes dos aplausos duas pessoas gritarem BINGO."



quinta-feira, 23 de julho de 2009

Programa do Jô - Frases de Winston Churchill

Outras Frases de Churchill

"O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê oportunidade em cada dificuldade."

"O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo"

"A maior lição da vida é a de que, às vezes, até os tolos têm razão."

"A desvantagem do capitalismo é a desigual distribuição das riquezas; a vantagem do socialismo é a igual distribuição das misérias."

"A política é quase tão excitante como a guerra e não menos perigosa. Na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes."

Caralhocóptero

Que tal importarmos a iniciativa e já que a canalha de políticos não fazem seus discursos demagógicos na casa do ca..., nós enviamos um para eles.

Acho que o vídeo é da Ucaralhania.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A lógica e as falsas questões

Poucas coisas são tão prejudiciais ao Bem quanto o rebaixamento banalizado do bem.

Querem um exemplo? Pois não! Vejam o caso das transmissões ao vivo das sessões do Supremo Tribunal Federal. Há quem defenda que os encontros sejam filmados e editados, com destaque para as questões juridicamente relevantes. Por aclamação, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) rechaçou o que chamou de “censura”.

Pura retórica balofa! Até parece que as sessões das cortes supremas da maioria das democracias, que não vão ar, são menos democráticas do que as brasileiras. Besteira! E que se note: não estou defendendo que cessem as transmissões. Só estou deixando claro que não são elas a tornar menos ou mais democrática a Corte. Isso é conversa mole pra boi dormir; mera confusão entre democracia e democratismo.

Dada a raridade com que se recorre à lógica no Brasil, inclusive no STF, talvez seja inútil o que escreverei neste parágrafo. Mas não desisto. Se a transmissão torna a sessão mais democrática, admite-se que a exposição pública interfere nos juízos dos digníssimos. Admitida tal possibilidade, quero que alguém me prove que tal interferência não pode ser, então, deletéria também por causa das câmeras. Entenderam? O argumento da "democracia a mais" é falacioso em si mesmo e parte do princípio de que a corte seria mais facciosa sem transmissão ao vivo, o que, no caso, corresponde a admitir que pode ser facciosa também por causa dela. É uma questão de lógica primária. Fui claro ou preciso desenhar para o Conselho Federal da OAB?

O que eu acho? Acho que há ministro querendo aparecer para as câmeras, comportando-se, assim, como a Elke Maravilha da antiga Discoteca do Chacrinha: no júri, cabia à sua personagem dizer o que o público gostava de ouvir. Ela vocalizava o pensamento das ruas — no caso do STF, em vez da Constituição, da doutrina e da jurisprudência, o alarido, o senso comum e o populismo. Qualquer bobalhão que diga em qualquer corte do país que, por aqui, só se faz justiça para os ricos será entusiasticamente aplaudido. Ainda que isso fosse rigorosamente verdadeiro, a simples declaração não muda nada. Ao contrário: consegue pôr sobre a Justiça uma sombra nova de suspeição sem nada corrigir. Desmoraliza-se, assim, também o que funciona.

Estamos falando de democracia? Então por que não transmitir as reuniões ministeriais na íntegra? Adoraria assistir a um debate, por exemplo, sobre a necessidade de mudar a correção da caderneta de poupança. A questão é a mesma — aliás, no que respeita ao Executivo, o alcance das decisões é ainda maior. Um julgamento no Supremo costuma afetar direta e imediatamente as pessoas envolvidas na causa. A menos que dali saia uma súmula vinculante — e, mesmo nesse caso, para que diga respeito ao cidadão A ou B, é preciso que este A e este B estejam envolvidos em causa semelhante. Já as decisões do Executivo costumam mexer com a vida de muitos milhões ao mesmo tempo.

Se democrático é transmitir sessões do Supremo, muito mais democrático é transmitir ao vivo reuniões ministeriais. Estou doido para ver Dilma e Guido Mantega numa refrega para ver quem quer dar mais benefícios ao povo... Pagaria uns tostões para assistir a um debate interno sobre taxa de juros e spread bancária entre o já citado Mantega e Henrique Meirelles. E notem: nenhum de nós votou em juiz do STF — e acho que não deveríamos votar mesmo. Mas votamos no presidente.

Duvido que mudem alguma coisa. A maioria dos ministros certamente seria contra. Imagino os discursos emocionados de um Ayres Britto, tio do Cézar Britto, presidente do Conselho da OAB, contra o que talvez chamasse “censura” — faço tal suposição levando em conta a largueza poética com que o ministro costuma empregar a palavra em seus votos.

As transmissões ao vivo do Supremo levaram para dentro da corte a tentação populista. Há ministros mais ocupados em ser populares do que em ser justos. Há ministros mais preocupados com a voz rouca das ruas do que com a voz cega das leis. E isso é péssimo para o Brasil porque rebaixa a sua democracia. Se me fosse dado votar, votaria pela transmissão das sessões editadas, segundo o que é juridicamente relevante.

Não queimarei muito combustível por isso. Só não me venham com essa bobagem de que uma coisa é mais democrática do que a outra. Sem responsabilidade, sessões abertas ou fechadas podem macular a democracia. Mantida a TV ao vivo, é bom que alguns senhores se lembrem de que são apenas 11 num mar de quase 190 milhões de pessoas. Ou suas falas são responsáveis ou devem, atraídos pelos holofotes, optar pela política ou pelo mundo das celebridades.

Juiz que fala para as câmeras pisca um olho para o diabo do populismo e os dois para a ditadura da opinião pública, que costuma ser um tanto inconstante. O mundo das leis, se preciso, corrige a voz das ruas; mas a voz das ruas muda o mundo das leis por meio do Legislativo apenas. É a regra.



quinta-feira, 23 de abril de 2009

Todo Mundo

“... falou o que todo mundo” queria falar; Todo mundo? “Todo mundo” é uma ficção populista

Por Reinaldo Azevedo.


Racismo

Apelar a questões raciais é nada mais do que uma forma de vencer um debate ou confronto intelectual mesmo sem ter razão.

Por Reinaldo Azevedo



quarta-feira, 22 de abril de 2009

Terremoto

O Centro Sísmico Nacional enviou à polícia da cidade de Icó, no Ceará, uma mensagem que dizia:

“ Possível movimento sísmico na zona. Muito perigoso, superior Richter 7. Epicentro a 6km da cidade. Tomem medidas. Informem resultados com urgência”.

Após uma semana, foi recebido no Centro Sísmico Nacional um telegrama que dizia:

“Aqui é da Polícia de Icó. Movimento sísmico totalmente desarticulado. O tal Ritcher tentou se evadir, mas foi abatido a tiros. Desativamos as zonas. As putas tão todas presas. Epicentro, Epifânio e outros três cabra detidos. Não respondemos antes porque houve um terremoto da porra aqui.”

Anônimo (mas muito boa!)


segunda-feira, 20 de abril de 2009

Sobre sonhos e sucesso


Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes. Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo. Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo. O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem. Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados. Não se compare à maioria, pois infelizmente ela não é modelo de sucesso.

Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chopp com batatas fritas. Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina. A realização de um sonho depende de dedicação. Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica. Mas toda mágica é ilusão e a ilusão não tira ninguém de onde está. Em verdade, a ilusão é combustível dos perdedores pois...

'Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio. Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa.'

por Roberto Shinyashiki


sábado, 18 de abril de 2009

Sobre pássaros

Prefiro passar minha vida junto aos pássaros ... do que jogá-la fora desejando ter asas.

House, quinta temporada  - Episódio 01



quarta-feira, 8 de abril de 2009

O delicado problema das cadernetas

Na entrevista que concedeu a esse jornal (5/4), o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, levantou um problema delicado: a redução da taxa de juros e suas conseqüências sobre a remuneração dos investimentos.

"Não podemos ter uma queda para empréstimos e ao mesmo tempo dizer que não pode haver queda em alguns investimentos", afirmou o presidente do BC. Ele se referia à remuneração das cadernetas de poupança que, com a progressiva redução da taxa básica, está se tornando um sério problema já que em breve essa aplicação, que é isenta de Imposto de Renda, oferecerá uma rentabilidade líquida superior à de aplicações de prazo maior. Sabe-se que esse problema preocupa o presidente da República que, às vésperas de uma campanha eleitoral, não quer mexer nas cadernetas, que durante anos ofereceram remuneração muito baixa.

No entanto, é difícil admitir que uma aplicação totalmente líquida ofereça remuneração mais interessante do que uma aplicação de longo prazo. A conseqüência dessa anomalia seria o desvio daquelas aplicações para as cadernetas de poupança, o que privaria as instituições financeiras de recursos de longo prazo, afetando negativamente todo o sistema financeiro.

Criada em 1881, com a Caixa Econômica, a caderneta de poupança teve sua remuneração mudada segundo as variações da economia. Hoje, ela rende a Taxa Referencial (TR)mais 0,5% ao mês. Com a queda da Selic, para haver equilíbrio a TR precisaria ser fixada em 0%, o que dependeria de um Congresso pouco disposto a adotar uma medida contra os pequenos investidores. Outra solução seria definir o que é um pequeno investidor, que receberia remuneração plena, e limitar a remuneração para os grandes.

Parece difícil escapar da necessidade de uma modificação da legislação atual, a menos que o BC renuncie a reduzir progressivamente a taxa básica. Caberia ao presidente da República tomar essa decisão, usando seu poder de comunicação para explicar que se trata de uma medida indispensável e que favorecerá a todos que recorrem a empréstimos bancários. Os Estados Unidos oferecem títulos da dívida interna, com prazo de 30 anos e remuneração em torno de 3%. Se as cadernetas de poupança oferecerem 6% ao ano, com vencimento à vista, esta será uma boa remuneração, com a inflação a 4,5%.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Estilos básicos de Personalidade

Estilo + Ritmo estabelecem os quatro estilos básicos de personalidade e comportamento

O Afável: vagarosos e emocionais, os afáveis são prestativos, complacentes, reflexivos e preocupados com os outros.

O Metódico: vagarosos e introvertidos, os metódicos são lentos, detalhistas, perfeccionistas e desconfiados.

O Sociável: dinâmicos e extrovertidos, os sociáveis são criativos, espontâneos, emotivos, amantes do risco.

O Diretivo: dinâmicos e introvertidos, os diretivos são resolutos, controladores, empreendedores e voltados para os resultados.



Competição

Aqueles que só competem quando tem certeza de vencer, nunca estão realmente competindo.

por Thomas Paulman


domingo, 22 de março de 2009

Orgulho

É bastante comum acharmos que a humildade é o outro extremo do orgulho , quando é, na verdade, uma situação de equilíbrio. O extremo oposto ao orgulho é a falta de auto-estima.

por Nilton Bonder (A Cabala da Inveja)


terça-feira, 10 de março de 2009

Rixa

A rixa é uma forma de ódio que se conserva, que não é despendida e que se armazena sob a forma de sentimentos de inveja.

por Nilton Bonder (A Cabala da Inveja)


Cobiça x Inveja

Quem cobiça deseja para si em dobro o que o outro tem. Quem inveja deseja que o outro não tenha. Quem inveja é capaz de desejar até mesmo o mal para si, desde que o outro tenha em dobro sua sorte. A inveja incorpora pois a ganância e o ciúme na escala do insaciável.

Livre adaptação do conceito do Livro: A cabala da Inveja


Ciúmes x Inveja

O ciúme tem seu centro em nós mesmo; o outro é apenas o intermediário para expressarmos quanto desejamos algo. Na inveja, no entanto, o algo é o outro. Somos, neste caso, prisioneiros do outro.

por Nilton Bonder (A Cabala da Inveja)


O Vírus da Inveja

Isolar o vírus da inveja, identificá-lo em meio a suas inúmeras dissimulações é investir na descoberta de nossa verdadeira cara; é olhar a realidade com outra visão. Poder enxergar em meio à escuridão da superficialidade reduz o nível de agressividade deste mundo e torna nossa realidade mais aceitável, mais tolerável.

por Nilton Bonder (A Cabala da Inveja)


A condição da Inveja

O trágico da condição de inveja é que esta representa, infelizmente, o final prematuro de muitas vidas. Vidas que preferem extinguir-se a ter que enfrentar a inveja. Morrem, na verdade, despendendo energia na expectativa de que o "outro" não seja bem-sucedido. Neste caso, a própria vida não é mais capaz de propiciar tanto prazer e contentamento quanto o fracasso do "outro". O invejoso está diante de seu próprio cadáver, pois não é mais capaz de sentir por si só. É portanto , uma alma penada, um vampiro que se alimenta não da vitalidade própria, mas da alheia.

por Nilton Bonder (A Cabala da Inveja)


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A história das Coisas



A história das coisas

Usando o Google Search

Poderoso Google!

Google Search é, atualmente, o site de busca mais famoso, eficaz e visitado da web. Mas será que todo mundo sabe como fazer buscas eficientes no Google? A partir desta pergunta decidimos trazer-lhes algumas informações relevantes sobre como usar a busca do Google da melhor maneira.

Aqui segue uma lista com uma boa quantidade de comandos úteis aos internautas:

Conteúdo entre aspas: o comando “entre aspas” efetua a busca pela ocorrência exata de tudo que está entre as aspas, agrupado da mesma forma.

Sinal de subtração: este comando procura todas as ocorrências que você procurar, exceto as que estejam após o sinal de subtração. É chamado de filtro (ex: baixaki -download)

OR (ou): OR serve para fazer uma pesquisa alternativa. No caso de “Carro (vermelho OR verde)” (sem as aspas), Google irá procurar Carro vermelho e Carro verde. É necessário usar os parênteses e OR em letra maiúscula.

Asterisco coringa: utilizar o asterisco entre aspas o torna um coringa. (ex: café * leite: Google buscará ocorrências de café + qualquer palavra + leite.

Define: comando para procurar definições de qualquer coisa na internet (define:abacate).

Info: info serve para mostrar as informações que o Google tem sobre algum site info:www.eujafui.com.br).

Palavra-chave + site: procura certa palavra dentro de um site específico (download site:www.baixaki.com.br).

Link: procura links externos para o site especificado (ex: link:www.blogaki.com.br).

Intitle: restringe os termos da busca aos títulos dos sites (ex: intitle:eu ja fui).

Allinurl: restringe os termos da busca às URL dos sites (ex: allinurl:cachorro).

Filetype: serve para procurar ocorrências algum formato de arquivo específico (ex: “arvore azul:pdf”).

Time: pesquisa o horário das principais cidades do mundo (ex: time:new york).

Weather: pesquisa a previsão do tempo para as principais cidades do mundo (ex: weather:tokyo).

Calculadora: serve para efetuar contas matemáticas com o Google (ex: 10 / 2).

Conversão de moedas: serve para comparar o atual valor de duas moedas (ex: 7 dollar in real).

Conversão de temperatura: converte temperatura em Celsius para Fahreinheit (ex: 140 C in F).

Conversão de distâncias: utilizada para ver a correspondente distância em diferentes medidas (ex: 100 miles in kilometers).

Conversão de velocidade: comando para converter medidas de velocidade (ex: 48 kph to mph).

Por Baixaki


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Emagrecer é atitude


Você tem que querer emagrecer com a mesma intensidade, ou mais, daquela que você quer comer sem precisar, por gula, só porque é gostoso. Coma devagar, coma com prazer e sem culpa!

Roubo de Celulares - Proteja-se!

Proteja seu companheiro

A onda de violência e de assaltos não é um mal que atinge apenas as grandes capitais, pois se espalha por todas as localidades. Ninguém, por mais precavido que seja, está completamente livre de ser abordado em uma esquina ou de ter sua carteira sorrateiramente deslizada nos ônibus a caminho do trabalho.

Um dos principais alvos de criminosos é o celular. Isso ocorre porque muitos dos aparelhos ficam expostos, têm um custo elevado (alguns chegam a ultrapassar a barreira de dois mil reais), seguem os padrões GSM e são destravados (ou serão, com relativa facilidade), aceitando qualquer chip de operadora que seja colocado em seguida.

Depois de retirar o cartão original, é só o assaltante revender a um preço bem abaixo do mercado para obter lucro fácil e rápido.

Uma enorme dor de cabeça

Além do risco do assalto e da perda do aparelho, há ainda mais um grande problema para quem teve seu celular roubado ou furtado: todos os seus dados e informações estão centralizados no celular. Imagens, fotografias, listas de contatos, endereços e nomes de amigos e familiares são apenas alguns dos exemplos.

Se perder tudo isso não é motivo para lhe causar preocupação, saiba que há ainda mais uma coisa em jogo, a sua segurança (e a de todos os seus conhecidos). Os dados listados acima, em mãos erradas, podem alimentar sequestros e ameaças, gerando transtornos enormes para todos à sua volta.
Clientes que optaram pelo plano pós-pago ainda têm mais um “abacaxi” em suas mãos, haja vista que o celular pode ser utilizado por tempo ilimitado, sem quantias de crédito definidas. No fim do mês a surpresa pode ser grande.

Prevenção em primeiro lugar

Muitas pessoas não sabem, mas os aparelhos — em caso de roubo ou furto — podem ser completamente bloqueados (independentemente de utilizarem chips ou não) na rede telefônica. Para que isso ocorra, é necessário que você anote o código IMEI, uma identificação Internacional de celulares, única para cada aparelho.

Ela pode ser encontrada sob a bateria (na parte de trás do aparelho), na etiqueta da caixa do produto, na nota fiscal, ou ainda visualizada na própria tela. Basta que você digite “*#06#” pelo teclado numérico para que ele apareça. Sendo assim, não deixe de anotá-lo em um local seguro.

É essencial também guardar a nota fiscal, uma vez que ela comprova que o aparelho foi adquirido por você.

Salvando suas informações

Outra medida importante é realizar cópias de segurança de seus dados para o computador (backup). A maioria dos programas oficiais das fabricantes (tais como Nokia e Sony Ericsson) já oferece este recurso. Em dúvida, não hesite em contatá-las para obter informações a respeito de como proceder.

Por fim, uma ótima dica para aqueles que possuem celulares da marca Sony Ericsson é instalar o mGuard, um programa disponível aqui mesmo no Baixaki que permite controle remoto do seu aparelho por meio do envio de mensagens SMS. Com ele é possível utilizar códigos e senhas para bloquear, rastrear e muito mais.

Em caso de roubos

Seu celular foi levado? O primeiro passo é informar imediatamente a operadora telefônica para bloquear temporariamente a linha (ou o cartão SIM). Por lei, o número pode ficar bloqueado por até 120 dias antes de ser liberado para uso novamente, por outra pessoa. Entretanto, algumas operadoras oferecem prazos ainda mais maleáveis.

Serão pedidos alguns dados cadastrais, que variam de acordo com a prestadora de serviços, justamente para que seja realizada a verificação de quem solicita o bloqueio da linha.

Assim que comprar um aparelho novo, entre em contato com a operadora novamente — ou vá até uma loja — para pedir o desbloqueio e voltar a utilizar seu número antigo (no caso de celulares GSM é necessária a compra também de um novo cartão, o qual será reprogramado).

Lembre-se: durante este período de bloqueio sua linha permanece completamente congelada e isenta dos prazos de validade das recargas, isto é, não é necessário inserir créditos periodicamente para evitar o cancelamento definitivo.

Registrando a ocorrência

O próximo passo é procurar uma delegacia de polícia para registrar o BO, Boletim de Ocorrência. Este documento comprova que o celular não está mais em sua posse, algo essencial caso o aparelho seja utilizado em seguida para fins ilícitos.

Aqui é importante que você compreenda também a diferença entre furtos e roubos. Furtos ocorrem quando algo é roubado sem que a vítima perceba diretamente, sem danos físicos e sem envolvimento pessoal.

Para ilustrar, imagine que alguém “bateu” sua carteira no metrô e que você só percebeu quando estava em outro ponto, ou ainda que seu carro foi levado enquanto você estava distante. Isso é furto. Já o roubo está relacionado à violência e à tomada por força de um bem. Se alguém tomou seu aparelho por meio de assalto, pode-se dizer que houve roubo.

Quem teve o aparelho apenas furtado ainda pode realizar o registro via internet, evitando mais transtornos, pelo site da Secretaria de Estado da Segurança Pública de sua região.

Cortando o mal pela raiz

A próxima etapa é bloquear definitivamente o aparelho para ligações. Para isso, você terá que entrar em contato novamente com a operadora telefônica, mas agora munido do boletim de ocorrência — geralmente aceito apenas por fax — e do código IMEI (siga os passos descritos acima para localizá-lo).

Assim, o infrator fica impedido de utilizar seu celular para quaisquer finalidades, observando apenas uma mensagem de “aparelho bloqueado” com a logomarca da fabricante e sem acesso aos seus dados.

Algumas operadoras também permitem um bloqueio provisório (com duração de sete dias) do aparelho sem o boletim de ocorrência, para que o ladrão seja neutralizado em seguida. Depois você pode registrar o BO com calma, no momento que for mais conveniente.

Pronto, agora você já sabe exatamente como proceder nestas desagradáveis situações. Nenhum de nós está livre dos assaltos e da violência, mas há, ao menos, meios de proteger nossas informações das garras dos criminosos.

E mais importante de tudo: não participe da rede ilegal de comércio que se beneficia de bens e produtos furtados. Você pode pagar menos, mas estará influenciando alguém a roubá-lo no dia seguinte.



sábado, 21 de fevereiro de 2009

Simples Complexidade Tecnológica

O presente artigo busca conduzir o leitor a uma reflexão sobre a complexidade tecnológica autotrófica (da Bio: Organismo que a partir de seus componentes fabrica seu próprio alimento) uma vez que, na busca de resultados que objetivam oferecer simplicidade,as tecnologias e métodos atualmente utilizados para conceber, desenvolver e manter sistemas, desde os mais simples até os mais complexos, ocultam do usuário final uma complexa teia de componentes inter-relacionados que elevam sobremaneira os tempos de entrega (delivery) e os custos de desenvolvimento, produção, manutenção e evolução, gerando inúmeros pontos de falha que contribuem para a imagem negativa que se tem da informática atualmente.

Seria então possível conceber, desenvolver e manter sistemas simples ou complexos, com qualquer escala (tamanho), com garantias de documentação, segurança e performance, em menos tempo e a custos menores, para que se tornem à prova de futuro, dependendo menos de estruturas tecnológicas complementares para funcionarem ainda atendendo as expectativas do negócio?”.

Para construir uma resposta consistente a esse problema, que aponte para uma solução com um escopo delimitado e que forneça um caminho de fato viável, faz-se necessário, de início, contornar a complexidade do cenário tecnológico atual apresentando, de forma objetiva e simplificada, os pontos entendidos como estruturantes para a compreensão do contexto presente do ciclo de vida de sistemas informatizados.

O Iceberg tecnológico

Um brado de terror, ou algo parecido com isso, deve ter sido o que algum marujo do Titanic disse ao avistar o imenso bloco de gelo, que o levou ao mais famoso naufrágio da história da humanidade.

É quase certo que o timoneiro, ao ser informado e tomar consciência da situação, temia a colisão do navio com aquele bloco de gelo, pela perspectiva de seu tamanho sobre a superfície, desconhecendo talvez que, o que de fato levou ao naufrágio àquele que era tido à época como insubmergível, foi a enorme ferida aberta no casco submerso do navio, pela gigantesca força da parte também submersa do iceberg.

A correlação mental desta imagem com a complexidade tecnológica, bem representa o cenário instaurado nos inúmeros ambientes de suporte tecnológico aos negócios nos dias atuais. Assim como o timoneiro, o usuário de sistemas comum desconhece a parte oculta do iceberg tecnológico, como também o esforço e o custo para mantê-lo.

Sob a ótica desse usuário comum, que quer se valer de recursos tecnológicos para dinamizar seu negócio, sua visibilidade tecnológica dificilmente ultrapassa o que lhe é apresentado em uma estação de trabalho, sob a forma de um ou mais sistemas, desconhecendo toda a complexidade “submersa” e necessária para que este possa, de fato, usufruir dos benefícios esperados. A imagem abaixo tenta representar o que de fato e em linhas gerais, separa o visível do invisível a partir da ótica dos custos da tecnologia.



Se observada com cuidado, a imagem acima está orientada para os componentes da infra-estrutura de TI (Tecnologia da Informação), quase todos absolutamente necessários, em maior ou menor grau, dependendo da dimensão e criticidade do negócio a ser sustentado tecnologicamente. Desta forma, a imagem mental proposta só se torna completa quando são oferecidos maiores detalhes sobre a composição do item Datacenter, que seria o coração (ou core) da parte submersa do iceberg, notadamente em Arquiteturas de SI (de Sistemas Informatizados) centralizadas.

A Babel Tecnológica

Na grande maioria dos casos, é no Datacenter que residem os principais componentes que estabelecem a(s) Arquitetura(s) Tecnológica(s), também denominada tecnicamente como frameworks, e onde são processados os sistemas a serem utilizados pelos usuários.

Ao longo de mais de meio século de desenvolvimento da Tecnologia da Informação, centenas, talvez milhares de componentes tecnológicos de hardware e software, foram desenvolvidos e colocados em produção, para suporte da criação de sistemas voltados aos mais variados tipos de negócios.

Arquiteturas, linguagens, protocolos, sistemas gerenciadores de dados, geradores, interpretadores e gerenciadores de códigos, gerenciadores de filas, ferramentas de integração como as utilizadas para extração e transformação de dados (ETL), Web Servers, Data Warehouse, Business Intelligence e os famosos ERPs (sistemas integrados de gestão empresarial) são alguns dos muitos exemplos.

Para a maioria dos casos, deve-se considerar a necessidade de que sejam criadas amadas de integração intra e/ou inter arquiteturais, como no caso de frameworks complementares de segurança, e outros mais distintos para tratamento entre canais de relacionamento on-line (Front-Office) e estruturas de retaguarda off-line (Back Office).

É certo que, com o passar do tempo, muitos componentes simplesmente deixaram de existir, seja por sua obsolescência técnica, seja pela falta de investimentos, por problemas de timing ou marketing, pela sedução a novos modismos ou mesmo pela falta de condições destes para atendimento ao futuro imediato que a dinâmica dos negócios a estes impôs.

Nestes casos, caros processos de migração, conversão ou substituição tecnológica foram e vem sendo empreendidos, em sua maioria, sem o devido planejamento, com elevados custos e com resultados muitas vezes frustrantes. De outro lado, também é certo considerar que outros componentes se tornaram padrões de fato, seja por sua efetividade no atendimento ao negócio, seja pelos elevados investimentos relacionados com a substituição, ou pelo poder econômico e de marketing de seus fornecedores.

Nestes casos, observa-se a opção por sua manutenção, adicionando-lhes camadas de integração ou de conversação com as novas tecnologias e novos canais de relacionamento. Ainda que as novas partes a serem integradas pareçam mais baratas, se observado o todo, vê-se uma enorme e cara complexidade. Abaixo vemos uma representação de Arquitetura Tecnológica genérica, que pode ser um exemplo do que estaria contido no coração de um Datacenter.



Talvez o melhor exemplo recente a ser dado para o incremento da complexidade, seja o advento e o impacto da Internet nos negócios e na vida das pessoas. Trazendo a superfície um canal de relacionamento absolutamente inédito até o final da década de 1990, a Internet vem exigindo fortes movimentos para criação de novas soluções, seja pela adaptação ou pela substituição do que se costuma chamar de Legado.

Em linhas gerais, tudo que se encontra em produção pode ser considerado como Legado, pelo simples fato de já não ser mais entendido como novo. Muitos vêem os componentes tecnológicos e sistemas Legados como feudos particulares, outros os percebem como ameaças, alguns como oportunidades e outros ainda, simplesmente como “aquilo que de fato funciona”.

A Teoria das Ondas

Para exemplificar a dinâmica da gênese, consolidação e morte das tecnologias na citada Babel Tecnológica, pode-se exercitar uma imagem mental representada por um mar revolto (vulgarmente conhecido como “de ressaca”) que, ao chegar à praia, pode fazer entender melhor, através do choque de suas ondas, a realidade da convulsão tecnológica instaurada na área da Tecnologia da Informação.

O que se observaria nessa imagem mental seriam ondas “engolindo” ondas; ondas em vários sentidos se chocando violentamente umas contra outras, ondas que parecem à distância portentosas, mas que ao chegarem à praia, simplesmente deslizam serenamente para a morte. O melhor exemplo concreto de uma onda tecnológica é o conceito criado em 1995 pelo Gartner Group denominado Hype Cycle.

Um Hype Cycle é um gráfico (muito parecido com uma onda) que busca representar a maturidade, adoção e aplicação ao negócio de uma tecnologia específica.

Desde 1995, o Gartner Group tem usado essa representação para caracterizar o super entusiasmo (ou Hype) do mercado e o subseqüente desapontamento que tipicamente acontece com a introdução de novas tecnologias. Um Hype Cycle típico tem cinco fases, conforme o exemplo mostrado na figura abaixo.



A primeira fase, denominada “Gatilho Tecnológico” corresponde ao lançamento de uma nova tecnologia ou produto, ou ainda outro evento que gere significante mídia ou interesse da comunidade de TI.

A segunda fase, denominada “Pico das Expectativas Infladas” corresponde a um frenesi ou publicidade tipicamente gerada por um super entusiasmo ou expectativas não realistas. Neste ponto encontram-se algumas aplicações da tecnologia que terão sucesso, ao tempo em que outras são tipicamente fadadas a um rápido descarte.

A terceira fase, denominada “Vale das Desilusões” é o momento em que a tecnologia tende a falhar no desafio de ir ao encontro das expectativas geradas na fase anterior e rapidamente se tornam fora de moda. Conseqüentemente a mídia especializada usualmente retira seu foco de interesse da mesma.

A quarta fase, denominada “Ladeira do Iluminismo” é o momento em que, ao tempo em que a mídia especializada pára de cobrir a tecnologia, alguns negócios continuam empolgados com a mesma e, pela ampliação de seu entendimento, experimentam benefícios e aplicações práticas daquela tecnologia.

A quinta e última fase, denominada “Platô de Produtividade”, corresponde ao momento em que a tecnologia em questão alcança seus objetivos e benefícios práticos, se tornando largamente demonstrada e aceita. A tecnologia torna-se gradativamente mais estável e evolui para uma segunda e/ou terceira gerações. A altura final do platô varia de acordo com o estágio de amplitude de aplicação ou dos benefícios gerados para determinados nichos de mercado.

Isto uma vez colocado e entendido, o que se deve exercitar mentalmente são centenas, talvez milhares de Hype-Cycles, evoluindo e/ou involuindo como ondas interagindo entre si, seja de forma simbiôntica, seja de forma canibalesca, convivendo ou se confrontando com estruturas Legadas consolidadas ou em
decomposição.

Cada onda busca impor-se como um novo padrão a ser adotado pelo (ou por parte) do mercado, tornando cada vez mais complexo o ambiente de TI em nosso tempo, ainda mais se for considerada a velocidade crescente dessas ondas e de suas “fases”, como também a força embarcada em outras, as quais poderiam até ser apelidá-las de tsunamis.

Os especialistas especializados

A conseqüência direta e penosa do que foi até aqui apresentado é que, de conformidade com a lógica da nova Era da Informação, se torna literalmente impossível para uma única pessoa dispor de todo o conhecimento técnico sobre cada parte componente das complexas soluções tecnológicas atualmente adotadas. Há que se dividir; há que se fatiar.

Como as máquinas e os sistemas não atingiram a maturidade “hollywoodiana” de auto-gestão, esta árdua tarefa fica para seres humanos, com todas as suas imperfeições, que alimentam ainda mais toda essa complexidade. Para dispor de um controle melhor, como o todo está sendo dividido em partes, cada uma destas se especializa e exige, per si, profissionais altamente capacitados e caros, para atuar
na sua gestão operacional e tática. Daí, surgem os especialistas em cada tipo de tecnologia que compõe o todo.

Já não existe mais espaço para o velho médico de família generalista que atendia a domicílio e resolvia todos os problemas com ungüentos e pílulas mágicas. Como os problemas se tornaram muito complexos, cada qual abre seu nicho de especialização e seu caráter “proprietário”. Por mais aberta que seja uma solução tecnológica, ela é em si proprietária, possuindo seus códigos próprios e formas de manejo personalistas até mesmo para garantir seu caráter aberto e comunicar-se com “as outras tecnologias”. Mesmos os decantados ERPs, amados por uns e odiados por outros tantos, que prometem a partir da adoção de melhores práticas (de quem?), resolver todos os problemas do negócio, uma vez em sendo adotados, criam em torno de si um mundo tecnológico à parte, que escraviza seus usuários.

Minha abordagem aqui não se presta a condenar a especialização, vez que se trata de uma saída eficiente para um mundo globalizado, mas tão somente, reconhecer que esta é fruto da complexidade de nosso tempo e das soluções que estão sendo construídas. São, portanto, inegáveis os avanços derivados da especialização. Desta forma, o que se pretende ressaltar neste ponto é a multiplicação do que se observa - notadamente no cenário de TI - dos “especialistas especializados”.

Explicando o termo cunhado, temos que hoje não basta ser especialista em uma disciplina de TI, é necessário se especializar ainda mais em uma determinada marca. Não basta saber programar, é necessário especializar-se em determinadalinguagem. É como ter que se render à clássica imagem de Charles Chaplin, apertando parafusos como um autômato em “Tempos Modernos”, uma de suas mais
brilhantes obras cinematográficas.

Quando se associa esta abordagem a Teoria das Ondas, observa-se uma espécie de convulsão, exigindo muitas vezes por questão de sobrevivência, que todos corram atrás de se manterem sempreatualizados diante de novas ondas tecnológicas que, potencialmente, se candidatam a substituir suas antecessoras
que, por sua vez, consomem a quase totalidade de tempo laboral das pessoas.

O desgaste humano dos profissionais de TI não é novidade. Os mais entusiastas passam quase 24 horas do seu dia, de alguma forma, "plugados” e preocupados com a tecnologia. Ora, mas esta não adveio para nos proporcionar mais conforto e melhorar nossa qualidade de vida? Inúmeros são os exemplos de técnicos que não suportam essa rotina por mais de 10 a 15 anos. Buscam aproveitar ao máximo os frutos de determinada onda tecnológica, tentando alcançar determinado nível de independência financeira e abandonar o barco, para se refestelarem à sombra de um coqueiro na praia, satisfeito talvez em viver da venda de sanduíches naturais ou coisa parecida.

Aqueles que não conseguem chegar à praia tendem a se submeter à rotina do turnover, pulando de empresa em empresa, por não mais suportar a complexidade que os oprime, ou procuram uma nova empresa que lhes garanta a continuidade da onda tecnológica que os acomoda. Outros profissionais são simplesmente descartados por outros (normalmente mais jovens), que estejam mais afinados com a nova onda ou disponham de energia para dar continuidade ao que se deve manter atualizado ou converter ou desenvolver ou ainda redesenvolver. Sem dúvida, com base nas tecnologia que de fato “vingam” uma enormidade de conhecimento é gerado sob a forma de regras de negócios, mas seriam essas regras não redundantes? Estariam atomizadas (ou componentizadas) com a melhor performance possível? Estariam as mesmas regras devidamente catalogadas e documentadas para a compreensão dos outros?

O problema da Documentação

Diante de tanta complexidade, pressões pelo cumprimento de prazos muitas vezes mal dimensionados, mudanças tardias de escopo que devem ser acatadas estourando os orçamentos; como garantir que os sistemas contem com documentação de qualidade e que a mesma se mantenha atualizada durante todo o ciclo de vida dos mesmos?

A importância da documentação sempre tem sido relegada ao segundo (às vezes ao último) plano, no processo de desenvolvimento e manutenção de sistemas. São inúmeros os exemplos de sistemas construídos sem a observância de métodos consistentes, contando com uma documentação limitada ao que os programadores registram nos códigos fontes.

A conseqüência da falta de uma documentação adequada se reflete em projetos mal construídos e de difícil manutenção. Assumir um projeto em sua fase de desenvolvimento ou a manutenção de um sistema, sem adequada documentação é como adentrar a uma caverna escura, úmida e desconhecida, munido apenas de uma caixa de fósforos. É preciso organizar esse caos. Mas como?

Do caos a ordem caótica. Porque Projetos de TI ainda falham tanto?

A indústria de software, desde o seu início, sofreu e ainda sofre diversos problemas que deram início a um contínuo processo de descrédito da área de Informática. Essa crise foi denominada desde o seu início como “A Crise do Software”. Esse termo é aceito por uns e contestado por outros que preferem dizer que o que ocorreu e ainda ocorre é uma “Aflição Crônica” na indústria de software . Independente do termo empregado, os problemas com a indústria de software ainda estão presentes nos dias atuais, sendo que os motivos é que foram alterados com o passar dos tempos.

Para tentar reduzir esses problemas, e atender a disciplina de Engenharia de Software, organismos internacionais iniciaram movimentos visando à criação de normas e padrões para auxiliar as empresas produtoras de software, no objetivo de conseguirem criar seus produtos dentro do prazo e custo estipulados, com um padrão de qualidade que atenda às expectativas do usuário e cliente do software.

Dentre esses organismos destacam-se:
  • International Organization for Standardization – ISO (Organização Internacional para Padronização);
  • International Electrotechnical Commission – IEC – Software Engineering Institute - que se inspirou no livro “Quality is Free” [Crosby1979] para a criação do Capability Maturity Model for Software (CMM) [Paulk1995].
  • Project Management Institute – PMI;
  • Institute of Electrical and Eletronics Engineers – IEEE.
Esses organismos criaram normas que serviram de referência para as empresas de software e que servem também para os clientes dessas empresas. Nas Empresas que passaram a utilizar normas mais pertinentes à produção de software e melhoria contínua da qualidade, a qualidade e o sucesso dos produtos tiveram, de fato, um aumento registrado. Conforme o gráfico abaixo sobre Formas de Implementação de Software, nota-se uma melhoria dos resultados nos últimos anos. Os dados foram coletados e analisados pelo Standish Group em 2004.



Com os dados demonstrados no gráfico conclui-se que, apesar da melhora obtida com a utilização das normas e de um Gerenciamento mais efetivo dos projetos, a indústria de software ainda está com um grau de eficiência muito aquém do desejado e muito inferior a outras áreas de negócios, onde projetos com êxito representam um percentual muito mais alto.

Por outro lado, na tabela que se segue, tem-se que a maioria do desenvolvimento (36%) ainda é realizada utilizando linguagens e métodos tradicionais.



O que explicaria então uma evolução tão tímida ao longo de tantos anos com a aplicação de normas de qualidade para o desenvolvimento de softwares? Recorrendo ao pensamento de Domenico De Masi, pode-se perceber claramente que “as máquinas mudam (ou evoluem) muito mais velozmente que os hábitos, as mentalidades e as normas”. Quanto mais complexo se torna o trabalho, mais complexas se tornam as normas para organizá-lo, e existe uma complexidade intrínseca também em absorver e aplicar as novas normas que competem entre si para demonstrar maior eficiência ou efetividade. Daí surge toda uma indústria de certificações de qualidade.

Apesar dos avanços da sociedade pós-industrial, as organizações e mesmo as atitudes humanas que ainda imperam, são aquelas da era industrial. As dificuldades se agigantam quando novas técnicas e métodos moldam algo para o qual, ou não se dispõe de perfis preparados ou, de fato, não existe suporte realístico para sua execução. O fato é que a tecnologia evolui com a velocidade da luz enquanto os seres humanos andam a passos de tartaruga.

Reduzir a complexidade no cenário de TI adotando novos paradigmas é, então, uma das chaves para minimizar os efeitos das frustrações modernas relacionadas ao não atendimento a prazos e orçamentos em projetos de TI.

O resumo da Ópera

Observa-se, no dia a dia prático e na grande maioria das vezes, que o negócio corre atrás dos concorrentes, enquanto que a TI corre atrás do negócio, sem dispor de especificações claras. Feito um sistema e colocado em produção, via de regra o negócio não se reconhece em sua “versão tecnológica” e com isso aumentam as falhas, o retrabalho, o turnover e o custeio. A TI “resolve” o problema oferecendo muitas vezes mais complexidade. Diante de novos fracassos diminuem a credibilidade, os recursos e as receitas. O negócio, querendo se perpetuar anseia por sistemas à prova de Futuro!

Apesar de existirem muitos outros pontos que poderiam ser abordados para caracterizar o contexto que envolve o problema alvo deste artigo, a questão central reside em separar o negócio de suas formas de implementação da forma mais radical possível. De outro lado, essa separação só se faz possível ao aproximar usuários e técnicos pelo uso de uma linguagem mais natural e conceber um framework de SI mais simples, capaz de promover a “desconstrução” da complexidade, gera a expectativa que esse movimento derive num ciclo virtuoso de simplificações a ponto de tornar os processos mais automáticos, ágeis e baratos, colocando o ser humano no seu devido lugar, o de conceber e criar.

Por Fernando Miguez (Nov/2007)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Repreensão

Quando alguém enxerga faltas em outra pessoa e passa a não gostar dela em função dessas fraquezas, certamente possui algo destas mesmas faltas em si próprio. Portanto, repreenda primeiro a si próprio por enxergar faltas e só então, estando você num estado de relativa pureza, repreenda o outro. Desta maneira, você não odiará o outro, mas terá afeto por ele. Assim, quando você repreender, isto se dará a partir de uma atmosfera de consideração e apreço e a pessoa repreendida tornar-se-á afeiçoada a você, vinculando o que há de bom em si com o que há de bom em você.

por Besht (séc. XVIII)


A substituição dos Desejos

Não é a economia que precisa mudar. O que precisa mudar é o comportamento da sociedade, dos políticos e da mídia felizmente não sou economista, sou apenas poeta, jornalista, bacharel em direito com uma pós-graduação, ministrada na FGV há muitos anos por um administrador que lecionava em Israel.

Nessa condição posso afirmar, impunemente, que a economia de mercado foi tão mal conduzida nos últimos 30 anos quanto a tentativa de salvá-la neste infeliz alvorecer de 2009. Responsáveis diretos por esta nação e só indiretamente pelo mundo, devemos avaliar e criar as saídas para a crise brasileira, ainda que no contexto do mundo. Para isso, temos que qualificar os dizeres da bandeira: civilização em vez de progresso, organização democrática em vez de ordem unida.

Os desejos induzidos pela economia de mercado depois da queda cruenta do nazismo tornaram-se avassaladores depois da queda fria do comunismo. Os ingênuos que desejavam um Mustang, nos anos 50, e as mulheres que pretendiam vestir-se como a Jacqueline Kennedy, nos 60, hoje, mesmo se simples pescadores das margens poluídas do São Francisco, se encantam com uma Ferrari, e as mulheres desejam o anel de R$ 30 mil que Patrícia Pillar usava na novela.

A economia capitalista tornou-se modelo único e indiscutível, exatamente porque o desejo de consumo, consumindo as mentes, aperfeiçoava e estimulava a oferta, até os esgares. O segredo era simples: crédito farto a serviço do desejo. Desejo do supérfluo, que o pessoal do Iseb já chamava nos anos 60 de consumo conspícuo, definição difícil de entender. Assim, a sociedade produtiva produzia o necessário e o supérfluo, enquanto o Estado, empobrecido, não produzia nem oferecia o essencial.

Como a gula fosse maior que a fatia, o crédito revestiu-se de artifícios embutidos e juros explícitos, quase imorais. Quando se começou a oferecer carros para pagamento em 90 meses, todos sabíamos que, na metade do prazo, o carro já não valeria nada, e o proprietário continuaria pagando (?) com o salário do emprego presumido. Nos Estados Unidos o mesmo empréstimo, sem muita garantia de ressarcimento, financiava casa, carro, barco e tudo o que o sonho desejasse. Deu no que deu. Mas o mercado não é bom nem mau. É mercado.

A regulação do desejo é um problema da sociedade. E sociedade não é mercado. Sociedade é uma montagem política da cidadania. A sociedade deve definir e qualificar os desejos para que o mandato político dos legisladores, do presidente da República e do Banco Central não seja exercido em nome dos "fundamentals" da globalização, mas dos fundamentos da vida.

Assim, a superação da crise deve levar em conta os desejos fundamentais dos homens, e não a estrutura de um sistema que não deu certo, pois, se recuperado, irá produzir os mesmos efeitos destruidores. Esses desejos são simples. Uma família precisa de casa para morar, comida no armário e na geladeira, saúde desde o recém-nascido até o vovô aposentado, matricular os filhos numa escola boa e ter dinheiro para pagar o material escolar; precisa um pouco de lazer, dentro e fora de casa, transporte que garanta a mobilidade, a possibilidade de vez ou outra ir à praia, tomar um banho de mar e, ainda, precisa muito da convivência humana no espaço privado e público, em segurança, A sociedade quer mais festa no espaço público. A estética do pobre está, sobretudo, na beleza das cidades. A satisfação econômica desses desejos produzirá os patamares desejados de desenvolvimento.

Não é a economia que precisa mudar, porque a economia é uma ciência, não é um dogma, nem é o mercado, esse animal com energia própria. O que precisa mudar é o comportamento da sociedade. O comportamento dos políticos e também da mídia, a propor novos desejos, compatíveis com a natureza humana, e não com os humores destrutivos da moda.

A exuberância do progresso moderno se baseou na proposição de desejos inatingíveis. Para saciar o desejo de um tênis Nike, o menor aponta um revólver para a cabeça de outro menor com tênis. Para comprar uma bolsa Vuitton, muitas belas jovens já se prostituíram. Para consumir crack, se mata, se rapta, se dança um tango argentino. Para comprar um carro, 90 meses de um salário suado são empenhados no colóquio sedutor de um gerente. Enfim, vende-se no varejo a alma ao diabo.

Mesmo sendo poeta, acho que sair da crise é promover uma organização racional dos desejos em busca da civilização. Não podemos nos contentar com desejos alucinatórios de um mercado robotizado. Essa cocaína financeira de Wall Street acabou, na prática e no modelo.

por Jorge da Cunha Lima, 77, jornalista e escritor, é presidente do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta e vice-presidente do Itaú Cultural.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Para Entender Melhor o que os Outros Dizem

Lute contra distrações: Treine-se a ouvir com atenção apesar das distrações externas, tais como o telefone tocando, pedestres ou outros barulhos do lado de fora. Concentre-se nas palavras, idéias, opiniões e intenções secretas das outras pessoas.

Não confie na sua memória: Faça anotações quando achar apropriado. Entretanto, anote somente tópicos ou idéias importantes, porque a capacidade de ouvir é prejudicada quando você está escrevendo. Tudo o que você precisa anotar é alguma coisa que, mais tarde, faça sua memória recordar do conteúdo completo da mensagem.

Certifique-se: Constantemente tente verificar se você está entendendo o que está ouvindo. Não ouça somente o que você quer ouvir. Além disso, freqüentemente cheque se a outra pessoa quer comentar ou responder aquilo que você disse anteriormente.

Relaxe: Quando seu prospect estiver falando com você, tente deixá-lo à vontade, criando um ambiente tranqüilo e acolhedor. Não dê a impressão de que você quer interromper a conversa e falar.

Ouça com bastante atenção: Encare os outros de frente, com braços e pernas descruzados, e aproxime-se ligeiramente. Olhe nos olhos, movimente a cabeça afirmativamente e use expressões faciais adequadas com o momento, mas não exagere.

Crie um ambiente positivo de negociação: Tente assegurar uma boa atmosfera de negociação, isolada das fontes de distração. Não invada o “espaço pessoal” da outra pessoa. Se esforce para garantir que o ambiente seja apropriado para uma compreensão eficaz.

Faça perguntas: Faça perguntas abertas para permitir que as outras pessoas expressem suas opiniões e pensamentos. O uso correto das perguntas mostra aos outros que você está interessado e que você está prestando atenção no que está sendo dito, e permite que você contribua para a conversa.

Esteja motivado a ouvir: Sem uma atitude adequada, todas as sugestões anteriores não servem para nada. Tente colocar na sua mente que não existem interlocutores desinteressados. O que existe são ouvintes desinteressados.

Se você realmente está disposto a aprender como entender melhor o que os outros dizem, você terá um bom trabalho pela frente. Desenvolver estas habilidades exige prática constante. Lembre daquelas pessoas que ficam aliviadas quando encontram alguém que entende o que elas dizem. Uma vez que você entenda os outros – por estar ouvindo-os perfeitamente – eles provavelmente mostrarão interesse em ouvir você e tentarão entender seu ponto de vista. Isto significa uma comunicação eficaz!

por Márcio Miranda