A história das coisas
Coletânea de artigos, idéias, fotos, estudos, pensamentos, reflexões e diário de bordo de Fernando Miguez e Mácia Cirlene.
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Usando o Google Search
Google Search é, atualmente, o site de busca mais famoso, eficaz e visitado da web. Mas será que todo mundo sabe como fazer buscas eficientes no Google? A partir desta pergunta decidimos trazer-lhes algumas informações relevantes sobre como usar a busca do Google da melhor maneira.
Conteúdo entre aspas: o comando “entre aspas” efetua a busca pela ocorrência exata de tudo que está entre as aspas, agrupado da mesma forma.
Sinal de subtração: este comando procura todas as ocorrências que você procurar, exceto as que estejam após o sinal de subtração. É chamado de filtro (ex: baixaki -download)OR (ou): OR serve para fazer uma pesquisa alternativa. No caso de “Carro (vermelho OR verde)” (sem as aspas), Google irá procurar Carro vermelho e Carro verde. É necessário usar os parênteses e OR em letra maiúscula.
Asterisco coringa: utilizar o asterisco entre aspas o torna um coringa. (ex: café * leite: Google buscará ocorrências de café + qualquer palavra + leite.Define: comando para procurar definições de qualquer coisa na internet (define:abacate).
Info: info serve para mostrar as informações que o Google tem sobre algum site info:www.eujafui.com.br).Palavra-chave + site: procura certa palavra dentro de um site específico (download site:www.baixaki.com.br).
Link: procura links externos para o site especificado (ex: link:www.blogaki.com.br).Intitle: restringe os termos da busca aos títulos dos sites (ex: intitle:eu ja fui).
Allinurl: restringe os termos da busca às URL dos sites (ex: allinurl:cachorro).Filetype: serve para procurar ocorrências algum formato de arquivo específico (ex: “arvore azul:pdf”).
Time: pesquisa o horário das principais cidades do mundo (ex: time:new york).Weather: pesquisa a previsão do tempo para as principais cidades do mundo (ex: weather:tokyo).
Calculadora: serve para efetuar contas matemáticas com o Google (ex: 10 / 2).Conversão de moedas: serve para comparar o atual valor de duas moedas (ex: 7 dollar in real).
Conversão de temperatura: converte temperatura em Celsius para Fahreinheit (ex: 140 C in F).Conversão de distâncias: utilizada para ver a correspondente distância em diferentes medidas (ex: 100 miles in kilometers).
Conversão de velocidade: comando para converter medidas de velocidade (ex: 48 kph to mph).segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Emagrecer é atitude
Você tem que querer emagrecer com a mesma intensidade, ou mais, daquela que você quer comer sem precisar, por gula, só porque é gostoso. Coma devagar, coma com prazer e sem culpa!
Roubo de Celulares - Proteja-se!
A onda de violência e de assaltos não é um mal que atinge apenas as grandes capitais, pois se espalha por todas as localidades. Ninguém, por mais precavido que seja, está completamente livre de ser abordado em uma esquina ou de ter sua carteira sorrateiramente deslizada nos ônibus a caminho do trabalho.
Um dos principais alvos de criminosos é o celular. Isso ocorre porque muitos dos aparelhos ficam expostos, têm um custo elevado (alguns chegam a ultrapassar a barreira de dois mil reais), seguem os padrões GSM e são destravados (ou serão, com relativa facilidade), aceitando qualquer chip de operadora que seja colocado em seguida.
Depois de retirar o cartão original, é só o assaltante revender a um preço bem abaixo do mercado para obter lucro fácil e rápido.
Uma enorme dor de cabeça
Além do risco do assalto e da perda do aparelho, há ainda mais um grande problema para quem teve seu celular roubado ou furtado: todos os seus dados e informações estão centralizados no celular. Imagens, fotografias, listas de contatos, endereços e nomes de amigos e familiares são apenas alguns dos exemplos.
Se perder tudo isso não é motivo para lhe causar preocupação, saiba que há ainda mais uma coisa em jogo, a sua segurança (e a de todos os seus conhecidos). Os dados listados acima, em mãos erradas, podem alimentar sequestros e ameaças, gerando transtornos enormes para todos à sua volta.
Clientes que optaram pelo plano pós-pago ainda têm mais um “abacaxi” em suas mãos, haja vista que o celular pode ser utilizado por tempo ilimitado, sem quantias de crédito definidas. No fim do mês a surpresa pode ser grande.
Prevenção em primeiro lugar
Muitas pessoas não sabem, mas os aparelhos — em caso de roubo ou furto — podem ser completamente bloqueados (independentemente de utilizarem chips ou não) na rede telefônica. Para que isso ocorra, é necessário que você anote o código IMEI, uma identificação Internacional de celulares, única para cada aparelho.
Ela pode ser encontrada sob a bateria (na parte de trás do aparelho), na etiqueta da caixa do produto, na nota fiscal, ou ainda visualizada na própria tela. Basta que você digite “*#06#” pelo teclado numérico para que ele apareça. Sendo assim, não deixe de anotá-lo em um local seguro.
É essencial também guardar a nota fiscal, uma vez que ela comprova que o aparelho foi adquirido por você.
Salvando suas informações
Outra medida importante é realizar cópias de segurança de seus dados para o computador (backup). A maioria dos programas oficiais das fabricantes (tais como Nokia e Sony Ericsson) já oferece este recurso. Em dúvida, não hesite em contatá-las para obter informações a respeito de como proceder.
Por fim, uma ótima dica para aqueles que possuem celulares da marca Sony Ericsson é instalar o mGuard, um programa disponível aqui mesmo no Baixaki que permite controle remoto do seu aparelho por meio do envio de mensagens SMS. Com ele é possível utilizar códigos e senhas para bloquear, rastrear e muito mais.
Em caso de roubos
Seu celular foi levado? O primeiro passo é informar imediatamente a operadora telefônica para bloquear temporariamente a linha (ou o cartão SIM). Por lei, o número pode ficar bloqueado por até 120 dias antes de ser liberado para uso novamente, por outra pessoa. Entretanto, algumas operadoras oferecem prazos ainda mais maleáveis.
Serão pedidos alguns dados cadastrais, que variam de acordo com a prestadora de serviços, justamente para que seja realizada a verificação de quem solicita o bloqueio da linha.
Assim que comprar um aparelho novo, entre em contato com a operadora novamente — ou vá até uma loja — para pedir o desbloqueio e voltar a utilizar seu número antigo (no caso de celulares GSM é necessária a compra também de um novo cartão, o qual será reprogramado).
Lembre-se: durante este período de bloqueio sua linha permanece completamente congelada e isenta dos prazos de validade das recargas, isto é, não é necessário inserir créditos periodicamente para evitar o cancelamento definitivo.
Registrando a ocorrência
O próximo passo é procurar uma delegacia de polícia para registrar o BO, Boletim de Ocorrência. Este documento comprova que o celular não está mais em sua posse, algo essencial caso o aparelho seja utilizado em seguida para fins ilícitos.
Aqui é importante que você compreenda também a diferença entre furtos e roubos. Furtos ocorrem quando algo é roubado sem que a vítima perceba diretamente, sem danos físicos e sem envolvimento pessoal.
Para ilustrar, imagine que alguém “bateu” sua carteira no metrô e que você só percebeu quando estava em outro ponto, ou ainda que seu carro foi levado enquanto você estava distante. Isso é furto. Já o roubo está relacionado à violência e à tomada por força de um bem. Se alguém tomou seu aparelho por meio de assalto, pode-se dizer que houve roubo.
Quem teve o aparelho apenas furtado ainda pode realizar o registro via internet, evitando mais transtornos, pelo site da Secretaria de Estado da Segurança Pública de sua região.
Cortando o mal pela raiz
A próxima etapa é bloquear definitivamente o aparelho para ligações. Para isso, você terá que entrar em contato novamente com a operadora telefônica, mas agora munido do boletim de ocorrência — geralmente aceito apenas por fax — e do código IMEI (siga os passos descritos acima para localizá-lo).
Assim, o infrator fica impedido de utilizar seu celular para quaisquer finalidades, observando apenas uma mensagem de “aparelho bloqueado” com a logomarca da fabricante e sem acesso aos seus dados.
Algumas operadoras também permitem um bloqueio provisório (com duração de sete dias) do aparelho sem o boletim de ocorrência, para que o ladrão seja neutralizado em seguida. Depois você pode registrar o BO com calma, no momento que for mais conveniente.
Pronto, agora você já sabe exatamente como proceder nestas desagradáveis situações. Nenhum de nós está livre dos assaltos e da violência, mas há, ao menos, meios de proteger nossas informações das garras dos criminosos.
E mais importante de tudo: não participe da rede ilegal de comércio que se beneficia de bens e produtos furtados. Você pode pagar menos, mas estará influenciando alguém a roubá-lo no dia seguinte.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Simples Complexidade Tecnológica
Seria então possível conceber, desenvolver e manter sistemas simples ou complexos, com qualquer escala (tamanho), com garantias de documentação, segurança e performance, em menos tempo e a custos menores, para que se tornem à prova de futuro, dependendo menos de estruturas tecnológicas complementares para funcionarem ainda atendendo as expectativas do negócio?”.
Para construir uma resposta consistente a esse problema, que aponte para uma solução com um escopo delimitado e que forneça um caminho de fato viável, faz-se necessário, de início, contornar a complexidade do cenário tecnológico atual apresentando, de forma objetiva e simplificada, os pontos entendidos como estruturantes para a compreensão do contexto presente do ciclo de vida de sistemas informatizados.
O Iceberg tecnológico
Um brado de terror, ou algo parecido com isso, deve ter sido o que algum marujo do Titanic disse ao avistar o imenso bloco de gelo, que o levou ao mais famoso naufrágio da história da humanidade.
É quase certo que o timoneiro, ao ser informado e tomar consciência da situação, temia a colisão do navio com aquele bloco de gelo, pela perspectiva de seu tamanho sobre a superfície, desconhecendo talvez que, o que de fato levou ao naufrágio àquele que era tido à época como insubmergível, foi a enorme ferida aberta no casco submerso do navio, pela gigantesca força da parte também submersa do iceberg.
A correlação mental desta imagem com a complexidade tecnológica, bem representa o cenário instaurado nos inúmeros ambientes de suporte tecnológico aos negócios nos dias atuais. Assim como o timoneiro, o usuário de sistemas comum desconhece a parte oculta do iceberg tecnológico, como também o esforço e o custo para mantê-lo.
Sob a ótica desse usuário comum, que quer se valer de recursos tecnológicos para dinamizar seu negócio, sua visibilidade tecnológica dificilmente ultrapassa o que lhe é apresentado em uma estação de trabalho, sob a forma de um ou mais sistemas, desconhecendo toda a complexidade “submersa” e necessária para que este possa, de fato, usufruir dos benefícios esperados. A imagem abaixo tenta representar o que de fato e em linhas gerais, separa o visível do invisível a partir da ótica dos custos da tecnologia.

Se observada com cuidado, a imagem acima está orientada para os componentes da infra-estrutura de TI (Tecnologia da Informação), quase todos absolutamente necessários, em maior ou menor grau, dependendo da dimensão e criticidade do negócio a ser sustentado tecnologicamente. Desta forma, a imagem mental proposta só se torna completa quando são oferecidos maiores detalhes sobre a composição do item Datacenter, que seria o coração (ou core) da parte submersa do iceberg, notadamente em Arquiteturas de SI (de Sistemas Informatizados) centralizadas.
A Babel Tecnológica
Na grande maioria dos casos, é no Datacenter que residem os principais componentes que estabelecem a(s) Arquitetura(s) Tecnológica(s), também denominada tecnicamente como frameworks, e onde são processados os sistemas a serem utilizados pelos usuários.
Ao longo de mais de meio século de desenvolvimento da Tecnologia da Informação, centenas, talvez milhares de componentes tecnológicos de hardware e software, foram desenvolvidos e colocados em produção, para suporte da criação de sistemas voltados aos mais variados tipos de negócios.
Arquiteturas, linguagens, protocolos, sistemas gerenciadores de dados, geradores, interpretadores e gerenciadores de códigos, gerenciadores de filas, ferramentas de integração como as utilizadas para extração e transformação de dados (ETL), Web Servers, Data Warehouse, Business Intelligence e os famosos ERPs (sistemas integrados de gestão empresarial) são alguns dos muitos exemplos.
Para a maioria dos casos, deve-se considerar a necessidade de que sejam criadas amadas de integração intra e/ou inter arquiteturais, como no caso de frameworks complementares de segurança, e outros mais distintos para tratamento entre canais de relacionamento on-line (Front-Office) e estruturas de retaguarda off-line (Back Office).
É certo que, com o passar do tempo, muitos componentes simplesmente deixaram de existir, seja por sua obsolescência técnica, seja pela falta de investimentos, por problemas de timing ou marketing, pela sedução a novos modismos ou mesmo pela falta de condições destes para atendimento ao futuro imediato que a dinâmica dos negócios a estes impôs.
Nestes casos, caros processos de migração, conversão ou substituição tecnológica foram e vem sendo empreendidos, em sua maioria, sem o devido planejamento, com elevados custos e com resultados muitas vezes frustrantes. De outro lado, também é certo considerar que outros componentes se tornaram padrões de fato, seja por sua efetividade no atendimento ao negócio, seja pelos elevados investimentos relacionados com a substituição, ou pelo poder econômico e de marketing de seus fornecedores.
Nestes casos, observa-se a opção por sua manutenção, adicionando-lhes camadas de integração ou de conversação com as novas tecnologias e novos canais de relacionamento. Ainda que as novas partes a serem integradas pareçam mais baratas, se observado o todo, vê-se uma enorme e cara complexidade. Abaixo vemos uma representação de Arquitetura Tecnológica genérica, que pode ser um exemplo do que estaria contido no coração de um Datacenter.

Talvez o melhor exemplo recente a ser dado para o incremento da complexidade, seja o advento e o impacto da Internet nos negócios e na vida das pessoas. Trazendo a superfície um canal de relacionamento absolutamente inédito até o final da década de 1990, a Internet vem exigindo fortes movimentos para criação de novas soluções, seja pela adaptação ou pela substituição do que se costuma chamar de Legado.
Em linhas gerais, tudo que se encontra em produção pode ser considerado como Legado, pelo simples fato de já não ser mais entendido como novo. Muitos vêem os componentes tecnológicos e sistemas Legados como feudos particulares, outros os percebem como ameaças, alguns como oportunidades e outros ainda, simplesmente como “aquilo que de fato funciona”.
A Teoria das Ondas
Para exemplificar a dinâmica da gênese, consolidação e morte das tecnologias na citada Babel Tecnológica, pode-se exercitar uma imagem mental representada por um mar revolto (vulgarmente conhecido como “de ressaca”) que, ao chegar à praia, pode fazer entender melhor, através do choque de suas ondas, a realidade da convulsão tecnológica instaurada na área da Tecnologia da Informação.
O que se observaria nessa imagem mental seriam ondas “engolindo” ondas; ondas em vários sentidos se chocando violentamente umas contra outras, ondas que parecem à distância portentosas, mas que ao chegarem à praia, simplesmente deslizam serenamente para a morte. O melhor exemplo concreto de uma onda tecnológica é o conceito criado em 1995 pelo Gartner Group denominado Hype Cycle.
Um Hype Cycle é um gráfico (muito parecido com uma onda) que busca representar a maturidade, adoção e aplicação ao negócio de uma tecnologia específica.
Desde 1995, o Gartner Group tem usado essa representação para caracterizar o super entusiasmo (ou Hype) do mercado e o subseqüente desapontamento que tipicamente acontece com a introdução de novas tecnologias. Um Hype Cycle típico tem cinco fases, conforme o exemplo mostrado na figura abaixo.

A primeira fase, denominada “Gatilho Tecnológico” corresponde ao lançamento de uma nova tecnologia ou produto, ou ainda outro evento que gere significante mídia ou interesse da comunidade de TI.
A segunda fase, denominada “Pico das Expectativas Infladas” corresponde a um frenesi ou publicidade tipicamente gerada por um super entusiasmo ou expectativas não realistas. Neste ponto encontram-se algumas aplicações da tecnologia que terão sucesso, ao tempo em que outras são tipicamente fadadas a um rápido descarte.
A terceira fase, denominada “Vale das Desilusões” é o momento em que a tecnologia tende a falhar no desafio de ir ao encontro das expectativas geradas na fase anterior e rapidamente se tornam fora de moda. Conseqüentemente a mídia especializada usualmente retira seu foco de interesse da mesma.
A quarta fase, denominada “Ladeira do Iluminismo” é o momento em que, ao tempo em que a mídia especializada pára de cobrir a tecnologia, alguns negócios continuam empolgados com a mesma e, pela ampliação de seu entendimento, experimentam benefícios e aplicações práticas daquela tecnologia.
A quinta e última fase, denominada “Platô de Produtividade”, corresponde ao momento em que a tecnologia em questão alcança seus objetivos e benefícios práticos, se tornando largamente demonstrada e aceita. A tecnologia torna-se gradativamente mais estável e evolui para uma segunda e/ou terceira gerações. A altura final do platô varia de acordo com o estágio de amplitude de aplicação ou dos benefícios gerados para determinados nichos de mercado.
Isto uma vez colocado e entendido, o que se deve exercitar mentalmente são centenas, talvez milhares de Hype-Cycles, evoluindo e/ou involuindo como ondas interagindo entre si, seja de forma simbiôntica, seja de forma canibalesca, convivendo ou se confrontando com estruturas Legadas consolidadas ou em
decomposição.
Cada onda busca impor-se como um novo padrão a ser adotado pelo (ou por parte) do mercado, tornando cada vez mais complexo o ambiente de TI em nosso tempo, ainda mais se for considerada a velocidade crescente dessas ondas e de suas “fases”, como também a força embarcada em outras, as quais poderiam até ser apelidá-las de tsunamis.
Os especialistas especializados
A conseqüência direta e penosa do que foi até aqui apresentado é que, de conformidade com a lógica da nova Era da Informação, se torna literalmente impossível para uma única pessoa dispor de todo o conhecimento técnico sobre cada parte componente das complexas soluções tecnológicas atualmente adotadas. Há que se dividir; há que se fatiar.
Como as máquinas e os sistemas não atingiram a maturidade “hollywoodiana” de auto-gestão, esta árdua tarefa fica para seres humanos, com todas as suas imperfeições, que alimentam ainda mais toda essa complexidade. Para dispor de um controle melhor, como o todo está sendo dividido em partes, cada uma destas se especializa e exige, per si, profissionais altamente capacitados e caros, para atuar
na sua gestão operacional e tática. Daí, surgem os especialistas em cada tipo de tecnologia que compõe o todo.
Já não existe mais espaço para o velho médico de família generalista que atendia a domicílio e resolvia todos os problemas com ungüentos e pílulas mágicas. Como os problemas se tornaram muito complexos, cada qual abre seu nicho de especialização e seu caráter “proprietário”. Por mais aberta que seja uma solução tecnológica, ela é em si proprietária, possuindo seus códigos próprios e formas de manejo personalistas até mesmo para garantir seu caráter aberto e comunicar-se com “as outras tecnologias”. Mesmos os decantados ERPs, amados por uns e odiados por outros tantos, que prometem a partir da adoção de melhores práticas (de quem?), resolver todos os problemas do negócio, uma vez em sendo adotados, criam em torno de si um mundo tecnológico à parte, que escraviza seus usuários.
Minha abordagem aqui não se presta a condenar a especialização, vez que se trata de uma saída eficiente para um mundo globalizado, mas tão somente, reconhecer que esta é fruto da complexidade de nosso tempo e das soluções que estão sendo construídas. São, portanto, inegáveis os avanços derivados da especialização. Desta forma, o que se pretende ressaltar neste ponto é a multiplicação do que se observa - notadamente no cenário de TI - dos “especialistas especializados”.
Explicando o termo cunhado, temos que hoje não basta ser especialista em uma disciplina de TI, é necessário se especializar ainda mais em uma determinada marca. Não basta saber programar, é necessário especializar-se em determinadalinguagem. É como ter que se render à clássica imagem de Charles Chaplin, apertando parafusos como um autômato em “Tempos Modernos”, uma de suas mais
brilhantes obras cinematográficas.
Quando se associa esta abordagem a Teoria das Ondas, observa-se uma espécie de convulsão, exigindo muitas vezes por questão de sobrevivência, que todos corram atrás de se manterem sempreatualizados diante de novas ondas tecnológicas que, potencialmente, se candidatam a substituir suas antecessoras
que, por sua vez, consomem a quase totalidade de tempo laboral das pessoas.
O desgaste humano dos profissionais de TI não é novidade. Os mais entusiastas passam quase 24 horas do seu dia, de alguma forma, "plugados” e preocupados com a tecnologia. Ora, mas esta não adveio para nos proporcionar mais conforto e melhorar nossa qualidade de vida? Inúmeros são os exemplos de técnicos que não suportam essa rotina por mais de 10 a 15 anos. Buscam aproveitar ao máximo os frutos de determinada onda tecnológica, tentando alcançar determinado nível de independência financeira e abandonar o barco, para se refestelarem à sombra de um coqueiro na praia, satisfeito talvez em viver da venda de sanduíches naturais ou coisa parecida.
Aqueles que não conseguem chegar à praia tendem a se submeter à rotina do turnover, pulando de empresa em empresa, por não mais suportar a complexidade que os oprime, ou procuram uma nova empresa que lhes garanta a continuidade da onda tecnológica que os acomoda. Outros profissionais são simplesmente descartados por outros (normalmente mais jovens), que estejam mais afinados com a nova onda ou disponham de energia para dar continuidade ao que se deve manter atualizado ou converter ou desenvolver ou ainda redesenvolver. Sem dúvida, com base nas tecnologia que de fato “vingam” uma enormidade de conhecimento é gerado sob a forma de regras de negócios, mas seriam essas regras não redundantes? Estariam atomizadas (ou componentizadas) com a melhor performance possível? Estariam as mesmas regras devidamente catalogadas e documentadas para a compreensão dos outros?
O problema da Documentação
Diante de tanta complexidade, pressões pelo cumprimento de prazos muitas vezes mal dimensionados, mudanças tardias de escopo que devem ser acatadas estourando os orçamentos; como garantir que os sistemas contem com documentação de qualidade e que a mesma se mantenha atualizada durante todo o ciclo de vida dos mesmos?
A importância da documentação sempre tem sido relegada ao segundo (às vezes ao último) plano, no processo de desenvolvimento e manutenção de sistemas. São inúmeros os exemplos de sistemas construídos sem a observância de métodos consistentes, contando com uma documentação limitada ao que os programadores registram nos códigos fontes.
A conseqüência da falta de uma documentação adequada se reflete em projetos mal construídos e de difícil manutenção. Assumir um projeto em sua fase de desenvolvimento ou a manutenção de um sistema, sem adequada documentação é como adentrar a uma caverna escura, úmida e desconhecida, munido apenas de uma caixa de fósforos. É preciso organizar esse caos. Mas como?
Do caos a ordem caótica. Porque Projetos de TI ainda falham tanto?
A indústria de software, desde o seu início, sofreu e ainda sofre diversos problemas que deram início a um contínuo processo de descrédito da área de Informática. Essa crise foi denominada desde o seu início como “A Crise do Software”. Esse termo é aceito por uns e contestado por outros que preferem dizer que o que ocorreu e ainda ocorre é uma “Aflição Crônica” na indústria de software . Independente do termo empregado, os problemas com a indústria de software ainda estão presentes nos dias atuais, sendo que os motivos é que foram alterados com o passar dos tempos.
Para tentar reduzir esses problemas, e atender a disciplina de Engenharia de Software, organismos internacionais iniciaram movimentos visando à criação de normas e padrões para auxiliar as empresas produtoras de software, no objetivo de conseguirem criar seus produtos dentro do prazo e custo estipulados, com um padrão de qualidade que atenda às expectativas do usuário e cliente do software.
Dentre esses organismos destacam-se:
- International Organization for Standardization – ISO (Organização Internacional para Padronização);
- International Electrotechnical Commission – IEC – Software Engineering Institute - que se inspirou no livro “Quality is Free” [Crosby1979] para a criação do Capability Maturity Model for Software (CMM) [Paulk1995].
- Project Management Institute – PMI;
- Institute of Electrical and Eletronics Engineers – IEEE.

Com os dados demonstrados no gráfico conclui-se que, apesar da melhora obtida com a utilização das normas e de um Gerenciamento mais efetivo dos projetos, a indústria de software ainda está com um grau de eficiência muito aquém do desejado e muito inferior a outras áreas de negócios, onde projetos com êxito representam um percentual muito mais alto.
Por outro lado, na tabela que se segue, tem-se que a maioria do desenvolvimento (36%) ainda é realizada utilizando linguagens e métodos tradicionais.

O que explicaria então uma evolução tão tímida ao longo de tantos anos com a aplicação de normas de qualidade para o desenvolvimento de softwares? Recorrendo ao pensamento de Domenico De Masi, pode-se perceber claramente que “as máquinas mudam (ou evoluem) muito mais velozmente que os hábitos, as mentalidades e as normas”. Quanto mais complexo se torna o trabalho, mais complexas se tornam as normas para organizá-lo, e existe uma complexidade intrínseca também em absorver e aplicar as novas normas que competem entre si para demonstrar maior eficiência ou efetividade. Daí surge toda uma indústria de certificações de qualidade.
Apesar dos avanços da sociedade pós-industrial, as organizações e mesmo as atitudes humanas que ainda imperam, são aquelas da era industrial. As dificuldades se agigantam quando novas técnicas e métodos moldam algo para o qual, ou não se dispõe de perfis preparados ou, de fato, não existe suporte realístico para sua execução. O fato é que a tecnologia evolui com a velocidade da luz enquanto os seres humanos andam a passos de tartaruga.
Reduzir a complexidade no cenário de TI adotando novos paradigmas é, então, uma das chaves para minimizar os efeitos das frustrações modernas relacionadas ao não atendimento a prazos e orçamentos em projetos de TI.
O resumo da Ópera
Observa-se, no dia a dia prático e na grande maioria das vezes, que o negócio corre atrás dos concorrentes, enquanto que a TI corre atrás do negócio, sem dispor de especificações claras. Feito um sistema e colocado em produção, via de regra o negócio não se reconhece em sua “versão tecnológica” e com isso aumentam as falhas, o retrabalho, o turnover e o custeio. A TI “resolve” o problema oferecendo muitas vezes mais complexidade. Diante de novos fracassos diminuem a credibilidade, os recursos e as receitas. O negócio, querendo se perpetuar anseia por sistemas à prova de Futuro!
Apesar de existirem muitos outros pontos que poderiam ser abordados para caracterizar o contexto que envolve o problema alvo deste artigo, a questão central reside em separar o negócio de suas formas de implementação da forma mais radical possível. De outro lado, essa separação só se faz possível ao aproximar usuários e técnicos pelo uso de uma linguagem mais natural e conceber um framework de SI mais simples, capaz de promover a “desconstrução” da complexidade, gera a expectativa que esse movimento derive num ciclo virtuoso de simplificações a ponto de tornar os processos mais automáticos, ágeis e baratos, colocando o ser humano no seu devido lugar, o de conceber e criar.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Repreensão
A substituição dos Desejos
Nessa condição posso afirmar, impunemente, que a economia de mercado foi tão mal conduzida nos últimos 30 anos quanto a tentativa de salvá-la neste infeliz alvorecer de 2009. Responsáveis diretos por esta nação e só indiretamente pelo mundo, devemos avaliar e criar as saídas para a crise brasileira, ainda que no contexto do mundo. Para isso, temos que qualificar os dizeres da bandeira: civilização em vez de progresso, organização democrática em vez de ordem unida.
Os desejos induzidos pela economia de mercado depois da queda cruenta do nazismo tornaram-se avassaladores depois da queda fria do comunismo. Os ingênuos que desejavam um Mustang, nos anos 50, e as mulheres que pretendiam vestir-se como a Jacqueline Kennedy, nos 60, hoje, mesmo se simples pescadores das margens poluídas do São Francisco, se encantam com uma Ferrari, e as mulheres desejam o anel de R$ 30 mil que Patrícia Pillar usava na novela.
A economia capitalista tornou-se modelo único e indiscutível, exatamente porque o desejo de consumo, consumindo as mentes, aperfeiçoava e estimulava a oferta, até os esgares. O segredo era simples: crédito farto a serviço do desejo. Desejo do supérfluo, que o pessoal do Iseb já chamava nos anos 60 de consumo conspícuo, definição difícil de entender. Assim, a sociedade produtiva produzia o necessário e o supérfluo, enquanto o Estado, empobrecido, não produzia nem oferecia o essencial.
Como a gula fosse maior que a fatia, o crédito revestiu-se de artifícios embutidos e juros explícitos, quase imorais. Quando se começou a oferecer carros para pagamento em 90 meses, todos sabíamos que, na metade do prazo, o carro já não valeria nada, e o proprietário continuaria pagando (?) com o salário do emprego presumido. Nos Estados Unidos o mesmo empréstimo, sem muita garantia de ressarcimento, financiava casa, carro, barco e tudo o que o sonho desejasse. Deu no que deu. Mas o mercado não é bom nem mau. É mercado.
A regulação do desejo é um problema da sociedade. E sociedade não é mercado. Sociedade é uma montagem política da cidadania. A sociedade deve definir e qualificar os desejos para que o mandato político dos legisladores, do presidente da República e do Banco Central não seja exercido em nome dos "fundamentals" da globalização, mas dos fundamentos da vida.
Assim, a superação da crise deve levar em conta os desejos fundamentais dos homens, e não a estrutura de um sistema que não deu certo, pois, se recuperado, irá produzir os mesmos efeitos destruidores. Esses desejos são simples. Uma família precisa de casa para morar, comida no armário e na geladeira, saúde desde o recém-nascido até o vovô aposentado, matricular os filhos numa escola boa e ter dinheiro para pagar o material escolar; precisa um pouco de lazer, dentro e fora de casa, transporte que garanta a mobilidade, a possibilidade de vez ou outra ir à praia, tomar um banho de mar e, ainda, precisa muito da convivência humana no espaço privado e público, em segurança, A sociedade quer mais festa no espaço público. A estética do pobre está, sobretudo, na beleza das cidades. A satisfação econômica desses desejos produzirá os patamares desejados de desenvolvimento.
Não é a economia que precisa mudar, porque a economia é uma ciência, não é um dogma, nem é o mercado, esse animal com energia própria. O que precisa mudar é o comportamento da sociedade. O comportamento dos políticos e também da mídia, a propor novos desejos, compatíveis com a natureza humana, e não com os humores destrutivos da moda.
A exuberância do progresso moderno se baseou na proposição de desejos inatingíveis. Para saciar o desejo de um tênis Nike, o menor aponta um revólver para a cabeça de outro menor com tênis. Para comprar uma bolsa Vuitton, muitas belas jovens já se prostituíram. Para consumir crack, se mata, se rapta, se dança um tango argentino. Para comprar um carro, 90 meses de um salário suado são empenhados no colóquio sedutor de um gerente. Enfim, vende-se no varejo a alma ao diabo.
Mesmo sendo poeta, acho que sair da crise é promover uma organização racional dos desejos em busca da civilização. Não podemos nos contentar com desejos alucinatórios de um mercado robotizado. Essa cocaína financeira de Wall Street acabou, na prática e no modelo.
por Jorge da Cunha Lima, 77, jornalista e escritor, é presidente do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta e vice-presidente do Itaú Cultural.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Para Entender Melhor o que os Outros Dizem
Não confie na sua memória: Faça anotações quando achar apropriado. Entretanto, anote somente tópicos ou idéias importantes, porque a capacidade de ouvir é prejudicada quando você está escrevendo. Tudo o que você precisa anotar é alguma coisa que, mais tarde, faça sua memória recordar do conteúdo completo da mensagem.
Certifique-se: Constantemente tente verificar se você está entendendo o que está ouvindo. Não ouça somente o que você quer ouvir. Além disso, freqüentemente cheque se a outra pessoa quer comentar ou responder aquilo que você disse anteriormente.
Relaxe: Quando seu prospect estiver falando com você, tente deixá-lo à vontade, criando um ambiente tranqüilo e acolhedor. Não dê a impressão de que você quer interromper a conversa e falar.
Ouça com bastante atenção: Encare os outros de frente, com braços e pernas descruzados, e aproxime-se ligeiramente. Olhe nos olhos, movimente a cabeça afirmativamente e use expressões faciais adequadas com o momento, mas não exagere.
Crie um ambiente positivo de negociação: Tente assegurar uma boa atmosfera de negociação, isolada das fontes de distração. Não invada o “espaço pessoal” da outra pessoa. Se esforce para garantir que o ambiente seja apropriado para uma compreensão eficaz.
Faça perguntas: Faça perguntas abertas para permitir que as outras pessoas expressem suas opiniões e pensamentos. O uso correto das perguntas mostra aos outros que você está interessado e que você está prestando atenção no que está sendo dito, e permite que você contribua para a conversa.
Esteja motivado a ouvir: Sem uma atitude adequada, todas as sugestões anteriores não servem para nada. Tente colocar na sua mente que não existem interlocutores desinteressados. O que existe são ouvintes desinteressados.
Se você realmente está disposto a aprender como entender melhor o que os outros dizem, você terá um bom trabalho pela frente. Desenvolver estas habilidades exige prática constante. Lembre daquelas pessoas que ficam aliviadas quando encontram alguém que entende o que elas dizem. Uma vez que você entenda os outros – por estar ouvindo-os perfeitamente – eles provavelmente mostrarão interesse em ouvir você e tentarão entender seu ponto de vista. Isto significa uma comunicação eficaz!
10 Dicas para Aumentar seu Poder de Persuasão
2. Conhecimento - Pessoas que sabem persuadir conhecem muito bem o seu assunto. Elas lêem as revistas técnicas do ramo, comparecem a seminários, congressos e feiras. Normalmente fazem parte de uma associação ou câmara de comércio. Sabem que a busca de conhecimento é um processo contínuo, sem fim. Já reparou como as pessoas ouvem com atenção se elas acreditarem que você domina o tema sobre o qual está falando?
3. Confiança - As pessoas de sucesso têm uma confiança interna que é resultado de todo o conhecimento acumulado por elas. Não são agressivas ou inconvenientes, não se exibem mas são assertivas e transmitem uma imagem de "pessoas que fazem acontecer".
4. Credibilidade - Não faça promessas que não poderão ser cumpridas. Aumente seu poder de persuasão ao cumprir metas, prazos e nunca chegar atrasado a compromissos. Faça aquilo que prometeu, aumentando em muito a sua credibilidade, especialmente hoje em dia, onde as promessas quase nunca se transformam em realidade.
5. Comunicação - Para persuadir é fundamental ser bem articulado. A gramática deve ser correta e gírias devem ser evitadas porque minam a força de seus argumentos, "sacou mano"?
6. Persistência - Os vencedores nunca desistem! Qualquer bom vendedor vai confirmar que as melhores vendas são as mais difíceis de fechar. A resposta natural para tudo que pedimos é "não", por isso não desista facilmente. Enquanto outros desistem e vão ficando pelo meio do caminho, os vencedores perseveram e terminam atingindo seus objetivos. Você anda desistindo muito facilmente?
7. Benefícios - As pessoas vão concordar com você se puderem enxergar benefícios para elas ou para as empresas que elas representam. Coloque-se no lugar da pessoas que você está tentando influenciar ou persuadir. Planeje e escolha com critério os benefícios que serão mencionados e a receptividade às suas idéias vai crescer exponencialmente.
8. Motivação - Os grandes influenciadores criam incentivos para metas e dão prêmios para recompensar o sucesso atingido. Eles lideram pelo exemplo e não somente pelas palavras. Se misturam aos funcionários, convivem com eles e servem de modelo e inspiração. Como os grandes generais da história, e em particular Napoleão Bonaparte e Patton, os líderes demonstram grande carisma e se preocupam com seus comandados, gerando uma dedicação ilimitada por parte deles.
9. Visibilidade - É preciso sair do escritório e ser conhecido pelo maior número de pessoas possível, especialmente aquelas relacionadas com o seu ramo de atividade. Visite clientes, fornecedores, concorrentes, bancos e faça o seu marketing pessoal também dentro de sua empresa. Se possível escreva artigos ou dê entrevistas para a mídia.
10. Silêncio - Quando conseguir aquilo que desejava, cale a boca. Mude o assunto ou termine a conversa. Não continue vendendo ou tentando "fazer a cabeça" de seu interlocutor. Ter a paciência e humildade para permanecer calado é uma arma essencial no arsenal do bom influenciador. Descubra o poder do silêncio.